quarta-feira, 29 de março de 2017

Brexit para sempre

A declaração de Theresa May sobre a impossibilidade do Reino Unido regressar à União Europeia é a principal mensagem do início das negociações entre os dois blocos.

Não faz sentido pensar-se num regresso numa altura em que nem sequer se processou a saída. Theresa May fechou a porta à esperança dos dirigentes europeus em voltarem a contar com o Reino Unido. 

A União Europeia tem de viver sem o Reino Unido e passar a competir no mesmo espaço comercial, político e económico. Não pode haver amizades especiais ou relações bilaterais porque os britânicos pretendem tornar-se numa potência aproveitando as várias debilidades da União a 27. 

A mensagem da primeira-ministra foi bem clara, apesar de algumas notas circunstanciais, mas todos sabem que cada um vai trilhar o próprio caminho. 

O sentimento de derrota dos dirigentes europeus expresso desde a vitória do Brexit também será responsável por separar os caminhos.  

A saída do mercado comum e o controlo das fronteiras são dois aspectos essenciais para o Reino Unido seguir em frente e deixar a União Europeia à beira de um ataque de nervos, já que, se tratam de duas questões essenciais da coesão europeia. O clube europeu dificilmente vai impor ordens a Londres. 

O mais curioso nesta saída é a enorme vontade do Reino Unido se tornar melhor sem estar agarrado às imposições de Bruxelas. O discurso de May revela alívio. 

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