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segunda-feira, 20 de março de 2017

Apostas fortes, mas perdedoras do CDS e PSD para Lisboa

As candidaturas de Assunção Cristas e Teresa Leal Coelho à Câmara Municipal de Lisboa por parte do CDS e do PSD são apostas fortes, mas claramente perdedoras nas próximas eleições. A dirigente social-democrata tem possibilidade de vir a ser presidente se continuar como vereadora e não ambicionar um lugar no governo caso o PSD volte ao poder em 2019.

As duas concorrentes são competentes e trazem novas ideias à política portuguesa, além de elevarem o nível do debate. O problema é que nenhuma delas se vai candidatar a Lisboa com o coração na capital. A líder centrista pretende tomar o pulso ao eleitorado antes de novo teste em congresso e a social-democrata é apenas uma solução temporária. 

Perante as adversárias principais, Fernando Medina só tem de continuar a fazer obras por toda a cidade. O autarca escolheu muito bem timing para dar um novo look a Lisboa, mas não precisava de ter pressa, porque não tem ninguém à altura para discutir o cargo. Aos poucos o PSD e CDS vão perdendo eleitorado na cidade. 

A verdade é que os últimos presidentes socialistas colocaram Lisboa no mapa, aumentando a visibilidade, trazendo turistas e investidores estrangeiros. A economia cresceu bastante nos últimos dois anos, sobretudo ao nível do pequeno comércio. 

Não acredito que haja forma de contrariar a obra realizada pelo socialista, pelo que, CDS e PSD não quiseram jogar forte, queimando candidaturas importantes, porque ainda faltam dois anos para as legislativas, embora um mau resultado seja preocupante para a defesa das lideranças de Passos Coelho e Cristas em 2018.

2 comentários:

João Menéres disse...

Mesmo perdendo, deviam ir coligados, digo eu...

Francisco Castelo Branco disse...

também acho que sim

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