segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O cumprimento do défice não resolve o problema económico

Nos últimos 6 anos, os governos liderados por Passos Coelho e António Costa tiveram de lidar com o problema do défice. 

A necessidade de ordenar as contas públicas obrigou a uma intervenção externa que colocou milhares de pessoas no desemprego.

O valor do défice desceu de forma vertiginosa, mas o desemprego continua em alta, tendo havido uma desaceleração do ritmo após a entrada do governo socialista. 

As prioridades dos governos PSD-CDS e PS foram apenas e só cumprir com as metas estabelecidas por Bruxelas, não existindo qualquer plano para o crescimento económico também ser sustentável. Dificilmente os executivos futuros poderão passar a linha vermelha dos 3%, mesmo com as ideologias do PCP e BE.

O país não pode ficar contente com a consolidação das contas públicas por duas razões. A primeira porque continua a não existir crescimento económico. Em seis anos os sinais foram tímidos, em quaquer executivo. Em segundo, o desemprego ainda é gigante. 

Os dois problemas são estuturais e não se resolvem com mudanças de políticas. Tendo em conta que , nesta matéria, PSD e PS divergem pouco em termos ideológicos porque defendem a iniciativa privada, deveria existir uma linha traçada, apesar da resistência dos partidos que costumam estar coligados. 

Neste momento, mais do que festejar o cumprimento das obrigações é preciso pensar o país a longo prazo. Na minha opinião, Marcelo Rebelo de Sousa pode dar um contributo importante. 

2 comentários:

João Menéres disse...

O MRS anda a dar afectos...

Francisco Castelo Branco disse...

anda a dar liberdade a mais ao governo

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