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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Bom senso britânico

Os britânicos habituaram o mundo a ter outro tipo de comportamentos. A eleição de Donald Trump provocou azia e revolta, mas o Reino Unido aproveitou para reforçar os laços com os Estados Unidos fragilizando a economia europeia, bem como a coesão política. 

Na recente visita aos Estados Unidos, Theresa May conseguiu manter a aliança sem se ajoelhar, o que acontece muitas vezes com os actuais líderes europeus sempre que procuram alianças políticas. 

No final do ano, o governo britânico convida Trump a visitar o Reino Unido. Ora, a proposta provocou uma reacção negativa em alguns sectores, mas também no Speaker do parlamento que recusou receber o líder norte-americano. As palavras de Bercow devem-no atirar para a porta de saída. 

O executivo liderado por May recusou o pedido da população para fechar as portas a Trump. O respeito pelos resultados democráticos e a manutenção de uma aliança estratégica que vai beneficiar as duas partes foram os argumentos utilizados pela primeira-ministra. O bom senso britânico imperou sobre a arrogância e histeria verificada nas actuais lideranças europeias, mas também no Reino Unido. Theresa May não se sujeitou ao populismo e oportunismo político que a eleição de Trump originou. Falar mal do empresário também dá votos...

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