terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Ano 2008: PSD volta a dar um tiro no pé

Os sociais-democratas voltaram a realizar um acto eleitoral para escolher o sucessor de Luís Filipe Menezes. O ex-autarca de Gaia fez tudo para derrubar Marques Mendes, mas não sobreviveu aos derrubes que outros causaram enquanto liderava o PSD. 

A eleição interna decorria num ambiente favorável ao primeiro-ministro José Sócrates que continuava em grande a um ano das eleições legislativas. Nada nem ninguém fazia oposição ao líder do governo que prometia o el dorado ao mesmo tempo que surgiam os primeiros sinais da crise com o fim do Lehman Brothers. 

Nas eleições internas houve espaço para quatro candidatos. A antiga ministra Manuela Ferreira Leite, o ex-primeiro-ministro e ex-líder do partido Pedro Santana Lopes, Patinha Antão e um candidato chamado Pedro Passos Coelho. 

A vitória coube a Ferreira Leite, mas Passos Coelho obteve um resultado muito bom, prometendo servir o partido, enquanto Santana Lopes teve mesmo de ir embora porque se continuasse ali não ganhava mais nada. Patinha Antão foi o entretenimento da campanha eleitoral. 

As opiniões relativamente à presidência de Ferreira Leite dividiam-se. Uns entendiam que se tratava de uma líder forte, enquanto outros acreditavam que o partido tinha voltado para as mãos dos notáveis. 

O resultado nas legislativas de 2009 deu razão aos críticos. O PS não obteve maioria absoluta, mas o PSD também sofreu bastante. José Sócrates tomou posse como primeiro-ministro e os sociais-democratas regressaram às urnas em 2010. 

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