segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A vingança ainda se serve fria

Na política portuguesa o ditado "a vingança é um prato que se serve frio" aplica-se na perfeição. 

Os livros escritos por antigos presidentes ou primeiros-ministros, ou mesmo governantes, raramente são sobre os mandatos. O principal conteúdo é explicar como se relacionam com outros intervenientes políticos.

O novo livro de Cavaco Silva relata as experiências com José Sócrates e também António Costa. No segundo volume o país vai saber como o ex-Presidente da República se relacionava com Pedro Passos Coelho. Sem saber como eram os bastidores no período mais complicado da crise, é fácil constatar que, nem Sócrates e Costa, caíram no goto de Cavaco Silva, mas também não era preciso lançar nenhum livro para se ter percebido.

A grande diferença de Cavaco e Marcelo é que o primeiro respeitou sempre a separação de poderes, mesmo na difícil decisão de dar posse a António Costa. 

O que se passa com o actual Chefe do Estado é precisamente o contrário. Marcelo está apenas preocupado com o umbigo. Vai ser divertido ou chocante ler as experiências do Presidente na altura de editar a vendetta.

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