Etiquetas

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A revelação de Centeno tramou os acordos parlamentares

A bomba que caiu ao final da tarde vai mudar a face do governo. Por muito que António Costa queira, Mário Centeno deixou de ter condições políticas para ser Ministro das Finanças. A embrulhada da Caixa Geral de Depósitos confirmou a incompetência técnica e política do braço-direito do primeiro-ministro.

Se recuarmos a 2013, recordamos que a demissão de Vítor Gaspar praticamente deitou abaixo o governo CDS-PSD. As confissões e o desejo de Centeno também vão abrir brechas nos acordos entre os partidos de esquerda porque não há razão para defenderem o Ministro. 

Apenas a cegueira ideológica vai impedir que PCP e BE sejam favoráveis à continuidade de Centeno.

Percebo que Costa não queira deixar cair um dos ministros mais importantes. O primeiro-ministro voltaria a estar debaixo de críticas depois de ter excelentes números económicos. 

O PSD obteve uma vitória política sobre o executivo, já que, obrigou Centeno a dizer aquilo que a oposição queria. A partir de agora Costa vai ser confrontado no parlamento com a disponibilidade do ministro para se demitir. Duvido que consiga estar à altura das respostas. 

O pior mesmo foi a marcação de uma conferência de imprensa para explicar o que se passou na Caixa Geral de Depósitos sem primeiro ter ido ao parlamento. 

Por fim, parece que Marcelo Rebelo de Sousa já começa a interferir com a política governativa. 

1 comentário:

João Menéres disse...

Quando o P. R. afirma que " pelo superior interesse da nação...", Centeno tem a rampa estendida para a demissão.

Share Button