sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Regresso ao orgulho americano e ao proteccionismo

Um discurso muito virado para dentro, mostrando vontade em transformar os Estados Unidos a nível interno. Trump não deu muito ênfase à política externa, confirmando os indicadores dados na campanha eleitoral, embora a promessa de terminar com o radicalismo islâmico seja impossível de alcançar.

A vontade de mudar os Estados Unidos tem sido o principal trunfo de Trump, pelo que, fazia sentido continuar com o mesmo tom. 

O discurso é inédito porque praticamente nunca se tinha ouvido nada assim nos Estados Unidos, enquanto na Europa isso tem sido decisivo para mudar as orientações políticas. Trump corre riscos excessivos ao ter dito que iria haver uma transição de poder de Washington para o povo. Os norte-americanos sabem que isso não vai acontecer.

O grande sinal dado por Trump tem a ver com o regresso do proteccionismo. Não tenho dúvidas que o novo Presidente vai lutar pelos trabalhadores e empresários norte-americanos em vez de mandar as empresas para fora do país. Talvez seja isso que Trump quis dizer nas primeiras palavras do discurso.

Trump não é um grande orador, tendo frases que roçam o autoritarismo, parecendo que a lei e ordem tem de ser cumprida, sob pena de sanções. 

A primeira mensagemdo dirigida aos norte-americanos e ao Mun não causou fascínio, mesmo que a ocasião tenha de ser aproveitada para aumentar a auto-estima da nação. 

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