Etiquetas

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Os inimigos dos presidentes norte-americanos

Ao longo da história da política norte-americana os presidentes tiveram sempre um inimigo para justificar acções diplomáticas ou militares.

Desde o início do século XXI que os dois presidentes apontaram as baterias para um país. O republicano George W.Bush entendeu que o melhor seria destruir Saddam Hussein para livrar o Iraque do Eixo do Mal. Tendo em conta que a guerra em 2003 correu mal não houve mais acções militares, em particular no Irão. 

O mandato de Obama fica marcado pelo afastamento diplomático da Rússia, sobretudo nos últimos dois anos. Não houve qualquer reacção às ameaças nucleares norte-coreanas. A política externa de Obama centrou-se mais na resolução de problemas como o problema nuclear iraniano e o restabelecimento das relações com Cuba. No Médio-Oriente não houve intervenções militares, apesar dos esforços para tirar Bashar al-Assad do poder na Síria. No Oriente também se estabeleceu vários encontros bilaterais com a China.

O inimigo começou a ser a Rússia devido ao envolvimento de Moscovo na guerra da Síria. 

O presidente Trump vai mudar tudo isto. O empresário garante que irá reforçar os laços com Putin e não pedir a saída do ditador na Síria, bem como rever os acordos com o Irão e Cuba. Quer dizer que Trump não tem inimigos externos? Isso não é verdade porque a China parece ser o grande cavalo de batalha do novo Chefe do Estado. 

Os Estados Unidos gostam de se meter com os principais rivais na economia, poder militar e influência política. À medida que cada novo presidente escolhe um inimigo ele fica mais forte. A política de Obama relativamente a Moscovo só deu mais força a Putin, enquanto a China pode ultrapassar a economia norte-americana dentro de quatro anos. 

Na minha opinião, Obama esteve mal ao ter isolado a Rússia, mas Trump vai ser ainda mais penalizado se estragar o trabalho do antecessor com Pequim. 

Sem comentários:

Share Button