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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

António Costa em crise

A primeira derrota política já em Janeiro, numa altura em que o Partido Socialista cantava de galo por causa das sondagens. Não há dúvida que os parceiros parlamentares estão a colocar enormes dificuldades ao governo, mais do que o PSD ou o CDS. 

O único apoio que o governo tem é de algumas organizações patronais que reclamaram serem recompensados pelo aumento do salário mínimo nacional. O governo errou nos cálculos porque não tem outra forma de compensar as empresas, pelo que, cai por terra uma das promessas do executivo. 

A má aplicação da medida é uma derrota porque nem todos vão ficar contentes com o timing do governo para agradar aos parceiros da esquerda. Também não se compreende a posição bloquista que pretendia o aumento do salário mínimo, mas não concorda com a descida da TSU. No entanto, só o suporte do BE não chegava para fazer passar a medida.

O debate parlamentar e a posterior votação revela que o governo depende mais do PSD que de um dos parceiros parlamentares. Isto é, sempre que um votar contra, o PS precisa sempre dos sociais-democratas. Os temas do BANIF e da TSU são dois exemplos em que a posição do PSD foi fundamental, sendo que, não houve qualquer postura semelhante. Passos Coelho age consoante os interesses nacionais, mas também sabe que tem o PS na mão mais do que Costa imagina. 

O grande derrotado continua a ser António Costa que pensava ter o poder do hemiciclo. 

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