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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A primeira semana difícil do ano

A forma como o governo vai responder ao chumbo da descida da TSU será fundamental para aguentar os acordos parlamentares com o BE e o PCP durante o ano, sendo que, as eleições autárquicas poderão ser aproveitadas pelos candidatos para fazer campanha uns contra os outros. 

Não tenho dúvidas que o executivo alcança um acordo com os parceiros no sentido de compensar o chumbo da medida no parlamento, embora mais uma vez sem o conhecimento de bloquistas e comunistas. O que será fundamental é a mensagem transmitida até ao final do debate que deve durar a semana inteira. 

O primeiro-ministro falhou na concertação social porque teve de compensar os patrões para cumprir a promessa eleitoral e não convenceu os parceiros de coligação, nem sequer o PSD. Quem é que Costa vai culpar pelo fracasso?

Tendo em conta que estamos no princípio do ano é possível que se comecem a verificar algumas fissuras por incompetência de António Costa, podendo ser o início da perda de controlo da situação. As sondagens dirão se a governação começa a piorar.

O mais interessante são as críticas à atitude do PSD. Não percebo porque razão o PS tem medo de apontar o dedo aos parceiros parlamentares, já que, também foram BE e PCP os principais defensores do aumento do salário mínimo nacional.

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