segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A independência do PSD

O PSD assume uma posição solitária no início de um ano que culmina com as eleições autárquicas. 

As posturas face à candidatura de Assunção Cristas em Lisboa e a votação contra a descida da TSU como forma de recompensar as empresas pelo aumento do salário mínimo nacional revelam que os sociais-democratas têm uma agenda própria.

Na minha opinião, Passos Coelho faz bem em avançar sozinho na principal Câmara Municipal do país, embora esteja mal na questão da TSU.

O PSD precisa de ir a jogo com um candidato, mesmo que seja difícil vencer. A liderança de Passos não pode ser apreciada com o resultado em Lisboa, sendo que, também é importante as áreas adjacentes. As obras operadas por Fernando Medina garantem uma vitória antecipada. O melhor nome não é alguém famoso, mas um vereador que esteja a fazer um bom trabalho. 

Na questão da descida da TSU, o PSD segue o populismo do BE e PCP. Se Passos tem uma agenda liberal deveria votar a favor da medida porque beneficia as empresas, permitindo contratar mais pessoas ou pelo menos manter os actuais trabalhadores. As empresas não podem continuar a pagar milhares de euros ao Estado.

Nas duas questões o PSD mostra que não anda a reboque de nenhum partido, seja no Parlamento ou no poder local.

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