sábado, 29 de outubro de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Mariano Rajoy - O líder do Partido Popular vai ser confirmado como primeiro-ministro após duas vitórias em eleições. A confiança do parlamento significa que Rajoy é melhor que Sánchez para governar o país. No entanto, a legislatura não será fácil porque não tem maioria absoluta, pelo que, será necessário recorrer ao diálogo. 


No Meio

Marcelo Rebelo de Sousa - O Presidente da República visitou Cuba e esteve com Fidel Castro no intervalo da Cimeira Ibero-Americana. No discurso em Havana, Marcelo não foi ousado como aconteceu com Barack Obama quando esteve naquele país. O nosso Chefe do Estado mostra uma imagem de simpatia, cordialidade e respeito com todos os parceiros. Ora, ninguém pretende que Marcelo exija reformas políticas porque também não tem peso político, mas a cara de anjinho que pretende passar para as câmaras continuam a ficar mal.


Em Baixo

Pedro Sánchez - O líder do PSOE quis ter tudo, mas fica sem nada. Sánchez nem sequer vai ficar no parlamento para cumprir o mandato de deputado que a população espanhola confiou. No entanto, as várias derrotas do último ano só podem indicar a  porta de saída. O socialista nunca conseguiu justificar os derrubes do governo de Rajoy porque nunca teve apoio de outro partido, nem sequer do Podemos que odeia o primeiro-ministro. O que fica na carreira política são as duas derrotas eleitorais. O resto são apenas clichés políticos. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A protecção em redor de Clinton

Os números dizem que Hillary Clinton tem a eleição garantida desde o início. No entanto, ao longo do ano notou-se uma apetência para proteger a candidata democrata. Na comunicação social, a protecção tem sido evidente com maior destaque para as polémicas relacionadas com Donald Trump. Alguns analistas não têm qualquer problema com o empresário, mas não querem os republicanos de regresso à Casa Branca. 

O grande responsável pelo protecção à candidata é Barack Obama. Desde logo porque evitou que outros concorrentes mais fortes se lançassem na corrida, como foi o caso de Joe Biden. O actual Presidente entende que o rumo tem de continuar e a antiga secretária de Estado é a melhor pessoa para garantir estabilidade. Note-se que Obama teve o cuidado de falar com Bernie Sanders após a conclusão das primárias para o senador do Vermont não fazer barulho contra Clinton, deixando os republicanos sozinhos contra Trump. Dessa forma, a Convenção Democrata em Filadélfia correu muito melhor que a reunião dos republicanos em Cleveland. 

É curioso verificar que não existe qualquer movimento anti-Clinton dentro do Partido Democrata após a retirada de cena de Bernie Sanders. O senador não fez a mesma figura de Ted Cruz  na convenção republicana. 

Apesar da união estar garantida, ainda falta convencer os norte-americanos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Ambição britânica

Os britânicos dão sinais de quererem liderar em várias componentes. O Brexit é uma forma de se alcançarem objectivos que coloquem os britânicos no topo do Mundo.

Sem a presença da União Europeia, haverá margem para celebrar todo o tipo de acordos e ter relações políticas com qualquer parceiro. Na minha opinião, o Brexit vai dar uma nova oportunidade à relação com os Estados Unidos porque foi sempre a vontade dos responsáveis britânicos.

As declarações da primeira-ministra britânica revelam ambição e preparação para uma nova vida. Ou seja, confiança que o Brexit não irá prejudicar a economia do país que sempre se mostrou forte. 

Na minha opinião, o único problema do Brexit será a imigração. Duvido que o Reino Unido consiga fechar as portas aos imigrantes. Acredito que haverá restrições, mas dificilmente os britânicos deixarão de acolher quem pretenda trabalhar e ajudar no crescimento da economia. Londres é o principal centro financeiro da Europa devido à presença de empresas estrangeiras, o que não acontece em Frankfurt e Paris onde predominam as companhias locais. Será mais complicado o acesso ao mercado britânico, bem como aos subsídios estatais. O Reino Unido deixará de ser um oásis para começar a ser um sítio exigente, embora muito bem remunerado. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

As batalhas de Trump durante a campanha eleitoral

As principais batalhas de Trump não foram apenas contra Hillary Clinton, tendo de suportar as críticas da imprensa, as sondagens desfavoráveis, os inimigos no Partido Republicano e o apoio que o resto do Mundo deu a Hillary Clinton. 

O empresário teve de enfrentar uma comunicação hostil, embora se tenha colocado a jeito para ser alvo de críticas severas. Na minha opinião, Trump achou que poderia fazer frente aos media norte-americanos e que ninguém iria ligar às palavras menos simpáticas. As constantes polémicas evitaram que se falasse muito menos dos problemas relacionados com Clinton.

Durante a campanha os números das sondagens também foram desfavoráveis, em particular nos Estados em que se vai decidir a eleição. Curioso que a CNN tem um quadro com os votos eleitorais dos dois candidatos tendo em conta os estudos de opinião. A vantagem de Clinton é enorme. Os níveis de popularidade também baixaram para o empresário, por culpa daquilo que se ouviu e leu nos últimos tempos. Neste aspecto, Clinton manteve a média razoável, sendo que, foram os números de Trump que baixaram.

No Partido Republicano houve uma fuga de várias figuras importantes que se recusaram apoiar Trump. As decisões foram tomadas durante as primárias e antes da convenção. No entanto, a reunião em Cleveland no Verão também não correu bem ao candidato, apesar da natural nomeação. O pior aconteceu neste mês com declarações públicas de Paul Ryan admitindo a derrota e pedindo aos republicanos que se concentrassem em tentar garantir o controlo do Congresso. Trump esteve perto de perder o Vice-Presidente. 

Por fim, o mundo que opina sobre as eleições norte-americanas continua a detestar Trump. Não há qualquer artigo ou simpatia relativamente às ideias, valores, palavras, posições assumidas durante o ano. Antes de anunciar a candidatura a presidente, o empresário era um figura conhecida, mas detestável. Um ano depois conquistou o ódio da maioria das pessoas que acompanham o fenómeno político. 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Pontes aéreas

Os outros países constroem pontes aéreas para o exterior e Portugal continua mergulhado no mesmo fado de optar pelo investimento público. 

Um dos grandes problemas da nossa economia é a falta de trabalho exterior por parte dos nosso governantes, sejam de esquerda ou direito. Não há muita vontade de tentar arranjar investimento estrangeiro que potencie a nossa economia. 

Na verdade, seja feita honra a Paulo Portas que nos dois últimos executivos trouxe algumas mais valias para o nosso país. No entanto, a entrada de capital estrangeiro nos bancos e empresas públicas não tem tido reflexo directo na melhoria das condições económicas do país porque existem muitos problemas para resolver. As situações negativas têm sido mais do que as positivas. 

O país precisa de mais empresas estrangeiras a trabalhar em Portugal como a Uber ou Cabify que injecção de capital nalgumas companhias controladas pelo Estado. Note-se que a TAP e a EDP continuam a ter orientações provenientes do governo. 

No sector dos transportes as privatizações poderiam ter resultado em algo positivo, mas o novo executivo desistiu do desenvolvimento devido às ameaças do PCP e BE. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Momentos finais da campanha

As próximas semanas da campanha eleitoral vão ser aborrecidos porque não haverá grandes novidades. Os debates ainda conseguem animar a corrida devido à imprevisibilidade e porque há sempre matéria para falar e escrever.

Nos próximos dias são as sondagens que ditam o estado de ânimo de todos os participantes exteriores à eleição, embora os concorrentes também estejam atentos aos números, mas sempre mais preocupados com a resposta no terreno. 

É verdade que Hillary teve uma empurrão grande. No entanto, a questão dos emails ainda não está totalmente esquecida até à hora do voto. 

Também se sabe que Trump vai ter que "correr atrás do prejuízo" que causou sem o apoio da esmagadora maioria do Partido Republicano. As principais figuras que se opuseram à nomeação cumpriram a palavra. A verdade é que os republicanos têm de pensar muito bem no futuro se perderem a Casa Branca, não podendo culpar Donald Trump, já que, após o dia 8 de Novembro, regressa à vida empresarial. 

Os democratas não podem ficar descansados porque a campanha mostrou falta de bons políticos e um partido que está demasiado agarrado ao establishment. A influência de Obama na candidatura de Clinton foi notória, mas as primárias mostraram que é necessário mais abertura. 

Falta pouco para sabermos quem será o próximo Presidente dos Estados Unidos. Nesta altura era mais importante que o futuro líder tivesse uma opinião sobre os principais assuntos do dia, no plano interno e externo, o que ainda não aconteceu por parte de Clinton e Trump.

domingo, 23 de outubro de 2016

Olhar a semana - A insatisfação dos sindicatos

Os primeiros sinais de descontentamento dos sindicatos contra o actual executivo surgiram neste semana por causa do não aumento dos salários dos trabalhadores da função pública. 

A reivindicação de sempre não está a ser ouvida pelo governo que iria acabar com a austeridade e baixar-se perante as exigências dos sindicatos. Afinal há mais espinhos do que rosas...

O PCP também vai insistir no aumento de 10 euros das pensões, medida que foi aceite pelo governo, mas abaixo da metade. 

As propostas da esquerda que suporta o primeiro-ministro já não fazem parte das preocupações de Costa, apenas um ano depois da tomada do poder. Os problemas não poderiam ter surgido em pior altura por causa das eleições autárquicas, onde candidatos comunistas vão apelar ao voto com base nos incumprimentos dos socialistas. 

A esquerda reclama mais aumentos e a direita está insatisfeita pelo aumentos de impostos e a manutenção da sobretaxa. De que forma vai escapar o governo?

Talvez fazendo acordos com o PCP para calar os sindicatos, embora a paciência começa a esgotar-se. O chefe do governo começa a ter pouca margem para justificar o não cumprimento daquilo que foi prometido, sendo que, as obrigações com Bruxelas são uma desculpa que o BE e o PCP não engolem. O cumprimento do défice também é pouco porque isso é uma tarefa obrigatória de todos os executivos.

sábado, 22 de outubro de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Mariano Rajoy - O primeiro-ministro espanhol deverá entrar em funções na próxima semana na quarta tentativa e após um ano de instabilidade política em que venceu dois actos eleitorais sem maioria absoluta. No país vizinho a trama socialista não funcionou por causa do Podemos, mas também devido à incapacidade política de Pedro Sánchez. 

No Meio 

Donald Trump - O republicano recuperou vantagem no último debate face a Hillary Clinton. Tendo em conta que no confronto houve mais substância política o empresário mostra que tem uma ideia mais realista, sobretudo na política externa. A democrata repete o discurso de Barack Obama, não apresentando novas políticas. Apesar da boa prestação, talvez não seja suficiente para ficar à frente nas sondagens e no dia da eleição.

Em Baixo

António Costa - O Orçamento do Estado não foi aceite à direita nem à esquerda. O PCP e os sindicatos começam a reivindicar mais dinheiro para as causas que defendem. O executivo tem um problema para resolver porque já não se trata das habituais posições dos partidos da direita face ao documento, embora continuem a existir impostos altos e a sobretaxa seja uma realidade difícil de eliminar. O próximo ano não vai ser fácil se o primeiro-ministro não fizer a vontade de um dos parceiros de coligação.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Debates confirmam má qualidade dos candidatos

Os debates presidenciais defraudaram as expectativas, tendo inclusivamente provocado mau estar devido às declarações de ambos os candidatos. Neste aspecto, Clinton não pode ficar impune por causa do que disse no segundo confronto. A fraca qualidade dos concorrentes ficou patenteada nas últimas semanas. 

A substância política apenas apareceu no primeiro e último debate, sendo mais incisiva no terceiro. Notou-se as diferenças entre os candidatos, mas não diferiu muito daquilo que tem sido dito nos comícios. Os debates normalmente são importantes para os meios de comunicação social e convencer os indecisos. Se calhar as últimas semanas vão ser mais importantes para esclarecer os que ainda não têm opinião. 

Fica a ideia que nenhum dos concorrentes tem um plano fantástico para a presidência, nem sequer consegue transmitir um discurso que empolgue massas. O "Yes,We Can" de Barack Obama fica na história das campanhas, sendo difícil de imitar. A única mensagem que se pode retirar de Trump é a construção de um muro e Clinton fala demais das oportunidades. 

Apesar da fraca qualidade, os debates conseguiram estabelecer um fosso entre Clinton e Trump. Os números das sondagens são claramente favoráveis à antiga secretária de Estado norte-americana. A nível de comunicação também houve influência, já que, os media libertaram bastantes notícias contra o republicano. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O último fôlego de Trump

O debate acabou por ser mais interessante para os amantes da política, sendo que, os adeptos do sound byte também não ficaram a perder. já que, também houve lugar a troca de acusações, embora com menos intensidade do que no último debate. 

Na minha opinião, Trump esteve melhor que Hillary Clinton porque tem um projecto diferente e sabe aproveitar o descontentamento com algumas políticas de Obama. O empresário tem razão quando culpa o actual Presidente pelo crescimento da iinfluência de Moscovo na Síria, destacando o papel que o Irão também vai tendo. Isso acontece porque os Estados Unidos lidaram mal com a questão da manutenção de Assad no poder e agora percebem que existem países com mais força na região. 

Nos outros assuntos foi notória a divergência entre os candidatos, sobretudo no aborto e na imigração. No último aspecto, Clinton também não aceita a abertura de fronteiras, mas como está em campanha eleitoral tem uma opinião diferente. Trump ainda não explicou como vai deportar os imigrantes ilegais. 

Como disse, houve tempo e espaço para troca de palavras mais acesas porque havia um tema chamado "Fitness to be President" para esclarecer este tipo de questões. Clinton não conseguiu atingir o adversário com as notícias das acusações sexuais. Por outro lado, o empresário levantou mais uma vez o problema dos emails, dizendo que houve uma reunião entre Bill Clinton e o procurador-geral da República para limpar o caso. Todos têm telhados de vidro, mas a forma como se tenta prejudicar o outro tem dado pontos à antiga secretária de Estado norte-americana. Neste confronto, Trump transmitiu melhor a mensagem. 

Se o republicano der uma imagem mais tranquila e segura ainda pode recuperar porque faltam três semanas.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A estratégia para o último debate

O último debate presidencial tem tudo para ser interessante, já que, os candidatos vão tentar convencer os eleitores, em particular os indecisos. Donald Trump tem-se desculpado por causa das declarações que causaram polémica nos comícios, pelo que, o assunto já morreu. No entanto, os números das sondagens são preocupantes. Neste momento, o republicano não tem muito a que se agarrar, nem sequer aos apoios que começam a escassear. Na última fase da campanha é importante mostrar unidade e companheirismo partidário. 

Tendo em conta que tudo corre bem a Clinton, a antiga secretária de Estado norte-americana só tem de continuar com o mesmo discurso. As ideias não são muitas, mas aproveita o descalabro da campanha de Trump nas últimas semanas. Era importante que Clinton tivesse mais propostas e não fosse apenas o seguimento de Obama, embora com estilos diferentes. 

Neste debate é necessário haver novidades para tornar a campanha viva nas duas últimas semanas completas. Se assistirmos ao habitual lavar de roupa suja o próximo Presidente dos Estados Unidos não vai ter uma grande moldura humana como aconteceu com Barack Obama, o que indicia níveis baixos de popularidade. 


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Aleppo e Mosul

As duas cidades estão a sofrer ofensivas importantes das forças sírias e iraquianas, bem como da coligação e dos curdos com o objectivo de acabar com a influência do Estado Islâmico na região.

Neste momento, existe um grande contingente de soldados às portas de Mosul para liquidar os guerrilheiros do Daesh que ainda controlam a cidade. Na cidade síria de Aleppo, a coligação, em particular os aviões russos tentam esmagar os últimos focos de resistência. 

O Estado Islâmico conseguiu alcançar as duas cidades, mas não chegou às capitais da Síria e do Iraque. Se o fizesse era o fim da região. 

Nota-se uma vontade muito grande por parte de todas as forças para acabar com a guerra iniciada pelo Estado Islâmico. No terreno estão povos que se odeiam, mas precisam de fazer um esforço para acabar com a violência que atinge todas as populações. Os iraquianos e os curdos têm de se estar unidos, bem como a Rússia e os Estados Unidos. Só falta mesmo juntar turcos e curdos. 

O mais difícil não será derrotar o Estado Islâmico porque após o conflito voltam as questões diplomáticas, sobretudo sobre a manutenção de Bashar al-Assad no poder, além da relação entre a Turquia e o Curdistão. No entanto, o primeiro objectivo tem de ser o fim da impunidade do Estado Islâmico. Há muito tempo que não se viam inimigos combaterem lado a lado em nome de uma causa que se chama segurança internacional. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Sinais preocupantes para o terceiro debate

No início de mais uma semana de campanha eleitoral que terá o terceiro debate presidencial, o empresário continua a ter tudo contra si. 

O problema não são apenas as sondagens que definem o provável vencedor no dia 8 de Novembro. As questões que Trump defende também não recolhem apoio total.

As últimas jogadas do empresário não correram bem. No princípio de Setembro, o candidato estava a recuperar bem, mas o mês de Outubro tem sido fatal por causa da necessidade de abater Clinton. A estratégia passa por derrotar a adversária em termos pessoais e não só nas ideias políticas. Neste aspecto, a democrata esteve mal ao atacar o republicano no primeiro debate, mas corrigiu a postura no segundo confronto, tendo obtido benefícios nas sondagens. 

No próximo debate de quarta-feira, o republicano não pode optar pela mesma linguagem porque senão tem a eleição perdida. 

Nas primárias a estratégia resultou, embora houvesse menos frenesim à volta do que Trump dizia. No entanto, a falta de qualidade dos adversários e o surgimento de um novo discurso político deram-lhe vantagem. O problema é que Hillary Clinton tem mais importância juntos dos norte-americanos. além de contar com uma máquina partidária que a tem ajudado nestas situações. 

Não acredito que o empresário seja menos polémico até final da campanha, mas o terceiro debate pode ser mais interessante para quem gosta de política. 

domingo, 16 de outubro de 2016

Olhar a Semana - Ano complicado para o governo

O Orçamento de Estado para o próximo ano não deverá ser chumbado, mas é o primeiro teste de António Costa como primeiro-ministro porque algumas exigências do BE e do PCP, como o aumento das pensões não foram totalmente cumpridas.

Em vésperas de eleições autárquicas também vai subir o tom de contestação contra o governo. A gestão das candidaturas do BE e do PCP tem de ser feito com cuidado para não estragarem a relação com o governo e não deixar que a direita aproveite qualquer problema. 

A única forma do PS manter bloquistas e comunistas calados nos próximos meses passa por estabelecer coligações em várias Câmara Municipais, à semelhança do que PSD e CDS fizeram sempre que estavam no governo. No entanto, isso vai ser complicado devido à actual natureza do acordo entre os três partidos porque não se trata de nenhuma coligação pré ou pós-eleitoral. 

A vontade do PCP manter alguns municípios também impede qualquer aliança com o PS e mesmo com o Bloco de Esquerda. Nunca haverá entendimentos entre comunistas e bloquistas. 

Se o primeiro-ministro conseguir obter uma vitória nas autárquicas e conseguir a aprovação do OE para 2018, a legislatura será cumprida na totalidade. Caso contrário, a pressão para eleições antecipadas começa no final de 2017. Costa também pode fazer uma jogada à la Sócrates e pedir a demissão culpando os partidos pela crise política que se avizinha. 

sábado, 15 de outubro de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Hillary Clinton - A semana correu de feição à candidata democrata porque o adversário tem cometido vários erros, atraindo críticos e comunicação social. As sondagens também jogam todas a favor da antiga secretária de Estado. Se continuar no actual registo, Clinton chega ao dia 8 de Novembro com maior índice de popularidade, mas isso pode ser não suficiente para vencer a eleição.

No Meio 

António Costa - O Orçamento de Estado para o próximo ano não cumpre algumas promessas eleitorais como a eliminação total da sobretaxa. As metas do crescimento e do défice também não serão alcançadas e o desemprego muito alto. Contudo, o maior problema para o primeiro-ministro foi não ter cumprido na totalidade as exigências do PCP e BE. Costa vai ter um ano complicado porque estamos em vésperas de eleições e os dois parceiros começam a dar sinais de impaciência. Não é só a direita que vai fazer barulho..

Em Baixo 

Donald Trump - A semana horribilis de Donald Trump começou no domingo no segundo debate presidencial. Nos dias seguintes, o establishment republicano retirou o apoio ao candidato com Paul Ryan na linha da frente das críticas. Mike Pence deu sinais de querer desistir, mas continua como vice-presidente. Se é estratégia ou personalidade a verdade é que o início da campanha para as eleições gerais não começou bem. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

9º aniversário



O Olhar Direito nasceu há 9 anos numa altura em que a blogosfera estava no auge, sendo o principal veículo da opinião. Nos tempos actuais tenta-se resistir e competir com as redes sociais. 

Ter um blogue só faz sentido se for constantemente actualizado, pelo que, não se pode deixar de escrever quando temos algo para transmitir. 

No próximo o objectivo é prever o futuro nos próximos dez anos, mas também "olhar" o que se passou nos últimos 10.

Trump ainda pode mudar a tendência das sondagens

A campanha norte-americana corre favoravelmente a Hillary Clinton, mas Trump ainda deve ter alguma jogada na manga para contrariar a tendência de voto. Nos Estados Unidos raramente se ganham eleições antes do tempo e com base em sondagens realizadas para todos os gostos. Ainda por cima estamos perante uma eleição de um novo Presidente que pode não ficar durante quatro anos na Casa Branca devido aos fracos índices de popularidade. 

O que se passa na campanha tem mesmo a ver com isso.

Ora, como os candidatos são impopulares porque cometeram erros no passado ou durante a campanha eleitoral não caíram no goto dos norte-americanos, mesmo tendo sido escolhidos pelos democratas e republicanos. Contudo, na eleição geral haverá outro tipo de eleitores que vão decidir o resultado final. 

A forma como a opinião pública norte-americana reage de maneira diferente dos analistas internacionais relativamente aos comportamentos de Trump é um sinal que existe descontentamento face ao poder instituído em Washington. O empresário foi lançado porque era uma figura mediática e bem sucedida, mas tem revelado algumas fraquezas que posteriormente poderão ser explicadas ou desculpadas. Não acredito que o republicano opte pela continuação do mesmo discurso nas últimas três semanas da campanha. Se isso acontecer não deixa espaço para as polémicas relacionadas com Clinton virem a público.

O resto da campanha será uma continuidade daquilo que assistimos no último mês, em particular no segundo debate porque o primeiro ainda teve questões de natureza política. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A dura realidade fiscal em Portugal

Os impostos são o único meio do Estado português garantir o equilíbrio das contas públicas. Por isso todos os anos há sempre mexidas no sistema fiscal, o que cria incerteza nas famílias e empresas, mas sobretudo naqueles que querem investir em Portugal.

As constantes alterações nos impostos, em particular no IRS e IVA, origina instabilidade porque ninguém sabe o que tem de pagar no futuro, e desconfiança já que, o Estado cria uma ideia que pretende sacar dinheiro aos contribuintes particulares e colectivos de qualquer forma, não havendo nenhum argumento válido para o aumento de impostos.

Na última década todos os governos de qualquer cor política justificaram o crescimento da carga fiscal com a crise e por causa das imposições de Bruxelas. Como estamos no euro, temos de cumprir regras e o resgate financeiro obrigou a medidas extraordinárias, mas a saída da troika não alterou a tradição. 

As mudanças não estão relacionadas com questões ideológicas, ao contrário da mensagem transmitida pelos responsáveis políticos. O que se pretende é arrecadar mais dinheiro, seja por via dos contribuintes ou dos produtos. Não existe qualquer programa eleitoral que consiga escamotear a verdadeira realidade.

Por estas razões, não vale a pena fazer campanha dizendo que uns são mais amigos dos contribuintes porque os impostos pessoais vão baixar e depois aumenta-se no IVA. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Mudança na campanha

Nos últimos dias registaram-se movimentos na campanha presidencial norte-americana que são importantes para definir o vencedor. 

As declarações de Donald Trump antes e durante o último debate quase fizeram-no perder as eleições. Nos debates ainda não conseguiu ser melhor que Hillary Clinton. As sondagens confirmam a vantagem da democrata a poucos dias da eleição, sendo que, o empresário não consegue liderar. O mais grave para Trump é a desistência de alguns membros do Partido Republicano na candidatura como Paul Ryan, que não se estendeu a Mike Pence porque o governador quer assumir o compromisso até ao fim. 

Ainda não se percebeu qual é o objectivo do candidato republicano, já que, aquilo que vem a público não está a ser bem aceite. Os estrangeiros analisam as declarações com repúdio e desinteresse, só que, isso pode fazer parte da campanha. No entanto, tem havido um enorme alarido da comunicação social local sobre os casos, podendo condicionar o voto. Não existe qualquer manipulação porque o candidato não tem medo das palavras, mas como já disse, o eleitorado norte-americano pode gostar deste tipo de acusações.

A nível institucional não há nada a fazer porque Paul Ryan já aceitou a vitória de Clinton. Ora, o máximo representante dos republicanos em termos de influência não está mais preocupado com o candidato porque lhe interessa mais manter o controlo do Congresso para dificultar a acção de Hillary e tentar reconquistar a Casa Branca em 2020. 

Nesta fase da campanha é bastante importante mostrar que o partido está unido porque é um factor fundamental nalgumas pessoas que ainda não se decidiram. 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O governo ficou ao lado da modernidade

O único aspecto que se pode acrescentar nesta nova manifestação dos taxistas contra as plataformas tecnológicas é que o governo não ficou do lado do sindicalismo, como costuma acontecer. 

O executivo era a única bóia de salvação de um sector que vive à custa do Estado. Os transportes continuam a ser um monopólio em Portugal, estando controlado pela CGTP e o PCP. Uma das razões que fizeram o anterior governo cair foi a mudança da gestão de vários transportes do sector público para o privado. 

O que se passa nos táxis é a mesma coisa, só que o executivo não pode negar a realidade. As pessoas preferem a UBER e vão continuar a utilizar depois do novo espectáculo violento que o país assistiu. À medida que as manifestações sucedem, a Uber e a Cabify ganham adeptos. 

O protesto dos táxis confirma que o sindicalismo em Portugal não se consegue modernizar. Mais do que isso, não acompanha as evoluções económicas e sociais, esperando sempre que a situação política seja a mesma. Dependem de quem está no governo para se sustentarem. 

Neste caso, o governo de António Costa ficou ao lado da modernidade e da evolução, mas pode pagar caro em termos eleitorais por causa do PCP. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A campanha vai ser assim até ao fim

A campanha norte-americana atingiu o pior nível, sobretudo por causa das declarações da Trump, bem como das atitudes. O empresário chegou a um ponto em que tem de ser penalizado por aquilo que está a fazer. Talvez seja uma estratégia para denegrir Hillary Clinton na última fase da campanha e tenha acolhimento junto do eleitorado, embora as principais figuras critiquem a última postura. No entanto, Trump não quer saber da opinião do establishment porque o que conta é o voto das pessoas e aproveitar o sentimento anti-Clinton que existe nos Estados Unidos.

Os assuntos importantes não serão discutidos nesta fase em que a caça ao mais pequeno voto pode significar a eleição. Tendo em conta que estamos perante candidatos com poucas ideias e qualidade vamos assistir a uma autêntica guerra de palavras. Os dois concorrentes têm vários telhados de vidro que estão a ser trazidos para o debate. O empresário não se contém nas palavras e a antiga secretária de Estado tem práticas pouco condizentes com a função que exerceu. 

O próximo Presidente dos Estados Unidos vai exercer pouca influência por aquilo que representa para os norte-americanos. Ou seja, quase nada. Quem vencer por uma margem mínima estará constantemente a ser criticado pela oposição e membros do próprio partido, além da exigente comunicação social. 

domingo, 9 de outubro de 2016

Novas declarações de Trump antes do segundo debate

As eleições gerais nos Estados Unidos marcam a agenda mundial. Dentro de um mês, o Mundo fica a saber qual será o sucessor de Barack Obama. Nesta semana os candidatos prepararam-se para o segundo debate que se realiza neste domingo.
A grande notícia foram as palavras de Trump sobre as mulheres e pedindo aos doentes terminais que aguentem até ao dia da votação, originando uma grande revolta em vários sectores do Partido Republicano, nomeadamente em Paul Ryan que iria estar lado a lado com Trump no Wisconsin. Afinal a campanha com os dois não se concretizou….
No Reino Unido a reeleição de Jeremy Corbyn como líder do Partido Trabalhista não calou todos os membros partidários. Tony Blair surgiu na comunicação social para dizer que tem vontade de regressar à política activa. O país e o Mundo esperam por novidades.
Continua em The Democrat

sábado, 8 de outubro de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

António Guterres - Uma grande vitória política para o antigo primeiro-ministro português. O trabalho realizado no ACNUR foi reconhecido. Guterres é a pessoa indicada para secretário-geral das Nações Unidas porque tem atitude activa e não se fica apenas pelos discursos de ocasião. Iremos ter alguém com força para aplicar o que é melhor para o Mundo. 

No Meio

Tony Blair - O antigo primeiro-ministro pretende voltar a ter um papel activo na política britânica. Blair entende que o governo conservador é de direita, enquanto os trabalhistas não têm políticas de esquerda actuais. O contributo de Blair é sempre importante, sobretudo para os homens de esquerda.

Em Baixo

Donald Trump - O pedido para os doentes terminais não falecerem brevemente para votarem no empresário é mais uma declaração triste. Numa altura em que Clinton vence debates, Trump parece não estar importado com o que diz. Talvez os norte-americanos também não estejam e dêem um voto de confiança no próximo dia 8.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

União republicana

Após meses de discussão e e falta de empenho, o Partido Republicano percebe que tem de apoiar Donald Trump para evitar a eleição de Hillary Clinton. Nem que seja só por isso. 

As guerras entre Paul Ryan e o candidato parecem ter terminado, já que, os dois vão caminhar lado a lado no Wisconsin durante o fim-de-semana. O Speaker do Congresso pretende convencer as figuras importantes do partido para não se deixarem enganar pelos truques do Partido Democrata. 

A um mês das eleições, os sinais de união são mais do que as divergências porque é preciso recuperar a Casa Branca. Se Trump não for eleito, a culpa não pode ser só dele. O Partido Republicano perde mais do que o candidato, uma vez que, o empresário sai do mapa político e os republicanos continuarão a dura tarefa de conquistar a Casa Branca a um Presidente que se vai recandidatar em 2020. 

A adversária dos republicanos é a mais difícil dos últimos 8 anos. Nem mesmo Obama tem o peso de Hillary na altura em que se candidatou. Trump é o único que tem conseguido incomodar a democrata, pelo que, merece que todos estejam unidos neste momento importante para o partido. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A confirmação do pouco peso político da União Europeia

A eleição de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas representa uma derrota para a União Europeia em termos políticos. A tentativa de condicionar a eleição a meio do jogo por parte da Alemanha, Jean-Claude Juncker e de outros países não resultou.

A União Europeia perde peso político na cena internacional e a Alemanha só consegue ter influência no espaço europeu. Por isto, o futuro da União Europeia não é risonho, já que, as derrotas levam a divisões dentro das instituições europeias. Não há união numa Europa que continua a ser ultrapassada por todos os blocos regionais e mundiais. 

A falta de liderança é visível nas sucessivas derrotas. O que está a falhar são as tentativas da Alemanha e França influenciar a política da União. Isso nota-se nos confrontos com os restantes adversários internacionais, sobretudo nos conflitos armados. 

A saída do Reino Unido obriga a alterações porque vai haver mais um concorrente que está na Europa. É provável que os britânicos não estabeleçam relações privilegiadas com os principais países europeus, preferindo os Estados Unidos e os países asiáticos. A atitude da Alemanha e França perante com os britânicos após o Brexit tem sido inacreditável. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O estilo do novo Presidente

Nos próximos quatro anos, os norte-americanos vão ter um Presidente com um estilo pouco normal para quem ocupa a cadeira na West Wing da Casa Branca. As mudanças relativamente a Obama vão ser muitas, não apenas nas políticas, mas sobretudo no estilo.

O mandato de Trump será marcado por várias polémicas com outras personalidades, algumas quezílias particulares, frases menos conseguidas bem aproveitadas pelos meios de comunicação social e tiques autoritários. O empresário mostrou na campanha o pior lado. Ou seja, não tem capacidade ou entende que ser Presidente dos Estados Unidos não obriga a certo protocolo. Qualquer descuido linguístico ou atitude tem sido motivo de análise em todo o Mundo, mas nem por isso o candidato perdeu a nomeação republicana. Trump pretende sair do status quo de um Chefe de Estado para conquistar votos junto daqueles que exigem mais oportunidades. Com o tempo vai perceber que não poderá fazer e esconde-se no autoritarismo. Se calhar a táctica também começa por ser mais benevolente para ir ganhando confiança e justificar atitudes autoritárias.

A antiga primeira-dama aparenta ser mais tranquila e apaziguadora, mas é apenas fogo de vista. Hillary Clinton terá um estilo muito mais duro que Obama, em particular perante aqueles que vai exigir determinados comportamentos. Em relação aos escândalos fará tudo para branquear qualquer fuga que a prejudique. 

Perante os dados em cima da mesa, duvido que qualquer dos candidatos tenha uma boa relação com os aliados externos. 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Presidente dos Estados Unidos contra o líder do Mundo Livre

As eleições norte-americanas surgem num momento especial, em que a política externa não tem influência de outros tempos e aumentaram os inimigos dos Estados Unidos.  

A posição dominante no Mundo mantida desde os anos 90 tem os dias contados. Barack Obama teve de utilizar a diplomacia para defender os interesses norte-americanos em algumas regiões. A força militar não é a mesma e algumas potências cresceram em termos de influência, como é o caso da Rússia. No Médio-Oriente não foi possível deitar abaixo o regime Bashar-al-Assad, como aconteceu facilmente no Iraque de Saddam Hussein.

Os Estados Unidos não podem pensar em actuar sozinhos porque vão perder, mas também nunca irão estar integrados numa organização. As vitórias de Obama nas negociações com o Irão e no reatamento de relações com Cuba obedecem aos dois critérios. Isto é, os norte-americanos já não conseguem implementar a força, sendo que, também não querem contar com a ajuda dos outros. 

Nesta eleição, temos um candidato que pretende ser Presidente dos Estados Unidos e outro que quer ser líder do Mundo Livre. Donald Trump entende que os Estados Unidos não têm que ser o polícia do Mundo, estando mais preocupado com as questões internas. Por seu lado, Hillary Clinton acredita no regresso dos Estados Unidos à liderança mundial em vários sectores. O militar é um deles. 

Nesta questão, Clinton difere bastante de Barack Obama porque vai exigir o cumprimento das reformas iniciadas por Obama, utilizando mais do que a via diplomática, em particular no acordo nuclear iraniano e na mudança de políticas em Cuba. 

Os norte-americanos sempre tiveram a ideia que dominavam o Mundo, mas também já perceberam que os tempos mudaram e que os inimigos têm capacidade para atingir os Estados Unidos. As pessoas não querem o país envolvidos em guerras e assuntos que não lhe pertencem, pelo que, Trump tem vantagem sobre a adversária neste aspecto. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A contagem final

Dentro de um mês, o Mundo fica a conhecer o novo presidente dos Estados Unidos. A escolha dos norte-americanos não vai ser fácil porque se trata de uma mudança significativa, mesmo com Clinton na Casa Branca.

Os mandatos de Obama não vão ter continuidade, mesmo que Hillary tenha sido lançada pelo actual Chefe do Estado. Não haverá a mesma paciência com os inimigos externos nem novas oportunidades no plano interno.

Os Estados Unidos enfrentam dois enormes desafios relacionados com o crescimento das outras grandes potências. Em primeiro lugar a concorrência económica e o nascimento de novos focos de conflito, no Médio-Oriente e na Ásia. Neste momento, o Estado Islâmico e a Coreia do Norte são os principais inimigos dos norte-americanos, enquanto a China e o Japão pretendem ser a economia número 1 mundial, tirando empresas do solo americano.

O primeiro debate foi elucidativo para se perceber como vão lidar os candidatos com os temas mencionados.

Apesar das propostas serem importantes, o estilo de cada um também está em jogo na noite eleitoral. Os Estados Unidos estão perto de eleger um Presidente que seja sempre alvo de críticas. Trump é o mais visado, mas Hillary tem alguns telhados de vidro. A popularidade também é um indicador importante nos Estados Unidos. Obama entrou na Casa Branca como uma lufada de ar fresco e sai como alguém que poderia ter vencido uma terceira eleição. Ora, Trump e Clinton vão entrar em Washington com pouco crédito por aquilo que apresentaram nesta campanha. Ou seja, muito pouco. 

Os mandatos dizem se a presidência correu bem ou mal, mas o próximo presidente só deve durar quatro anos. Nenhum deles parece ter liderança. Trump ainda mostra determinação nalgumas matérias como o combate ao terrorismo e na defesa dos empregos dos norte-americanos.
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