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sábado, 30 de abril de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Donald Trump/ Hillary Clinton - A maior distinção da semana repete-se pela segunda semana consecutiva. A grande vitória dos dois abre as portas da nomeação, em particular para Hillary Clinton, que está bem perto de conquistar o objectivo. O empresário e a antiga primeira-dama também já falam um para o outro. Isto é, os adversários não são os concorrentes directos nas primárias, mas o rival na eleição geral. 

No Meio

Governo - O executivo liderado por António Costa continua a ser vago nas questões orçamentais. Ninguém sabe o que vai acontecer e pior do que isso, aparece sempre mais uma medida que gera desconfiança em todo o lado, seja no parlamento, Conselho de Finanças Públicas, UTAO e Comissão Europeia. Nenhuma destas entidades avalia positivamente as medidas do governo, exigindo mais cortes. No entanto, Costa e Centeno temem dizer a verdade.

Em Baixo

Táxis - O protesto dos taxistas contra a UBER foi um autêntico fracasso. O sector não pode continuar a viver dependente das regras impostas pelos táxis. Tem de haver concorrência. As cenas de pancadaria contra motoristas da UBER é outro problema. A única forma de resolver a questão será criar legislação que permite a viabilidade das duas opções. 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Uber

Os taxistas são afamados por patentearem um conjunto de más características. Entre elas destacam-se serem mal criados, terem os veículos em mau estado e tentarem enganar os clientes. Infelizmente, muitos deles fazem juz à má fama de que gozam.

A Uber quer ser distinguida precisamente pelos seus motoristas serem bem educados, os veículos estarem em bom estado de conservação e não haver a possibilidade de enganos, pois o cliente sabe antecipadamente quanto vai pagar. Os seus principais argumentos comerciais são a comodidade e a poupança.

As manifestações que os taxistas têm feito contra a Uber, por todo o mundo, até que podem ser entendidas como uma reacção corporativa de um sector que vê a sua forma tradicional de laborar a ser posta em xeque por uma nova tecnologia. O que numa primeira leitura pode parecer isso mesmo, e concedendo que também o é, em parte, é importante assinalar que existe um serviço, exactamente igual à Uber, que contrata só taxistas, o Mytaxi (https://pt.mytaxi.com/index.html) e contra o qual os taxistas não se manifestam.

Para impedir a operação da Uber em Portugal foi-lhe movida uma acção judicial que teve provimento, ou seja, existe uma decisão de um tribunal que proibe a acção da operadora virtual. Apesar disso ela continua a trabalhar, agora ilegalmente, desafiando o estado de direito.

O que está aqui em causa, que numa primeira interpretação pode parecer uma disputa entre o novo e o velho, é de facto mais um desafio à autoridade do Estado, pois este não consegue fazer que as decisões dos seus tribunais sejam acatadas. O Estado tem de fazer cumprir a Lei. Como não o faz, não exerce o seu papel e sai enfraquecido.

Texto de João Vale Sousa

Quando aparece a vontade de escrever

A escrita não obedece a regras nem a rituais. Não se pode ensinar uma pessoa a escrever bem, nem criticar porque está mal escrito. Nesse aspecto estamos perante uma forma de arte democrática porque aceita todos os tipos de estilos e feitios. A grandeza da escrita passa por incluir todos e não excluir ninguém. 

As dificuldades que qualquer escritor ou amante da arte passa são enormes, embora o benefício de conquistar público seja uma recompensa que qualquer pessoa gosta de receber. Não é fácil estabelecer uma disciplina que permita ao trabalho evoluir. Ou seja, ninguém trabalha das 09 às 18. O horário definido é o chamado "quando me apetece ou tenho vontade", porque dificilmente se consegue estar motivado para cumprir um "horário de escrita", em que só se faz aquilo. Os projectos evoluem ao sabor da vontade de quem temo talento. As ideias e o esforço aparecem e desaparecem do nada, embora o pensamento também seja importante na definição de uma estratégia. O pior que pode acontecer é não ter nada para escrever ou não apetecer, já que, isso significa perda de leitores e nalguns casos de receitas. No entanto, nos tempos que correm ninguém quer pagar para ler o que seja.



quinta-feira, 28 de abril de 2016

A ameaça norte-coreana

Na campanha eleitoral norte-americana a ameaça norte-coreana tem sido colocada em segundo lugar porque o combate ao terrorismo do Estado Islâmico concentra todas as atenções. Nenhum dos candidatos, à excepção de John Kasich, fez qualquer referência ao que se passa naquela zona do globo, nem sequer mostra solidariedade com a Coreia do Sul. 

Os recentes lançamentos de misseis preocupa todos os líderes mundiais, menos o futuro Presidente dos Estados Unidos.O actual também não consegue esclarecer as dúvidas que nascem sempre que chegam notícias de Pyongyang. Talvez Kim Jong-Un seja o próximo alvo dos norte-americanos se o Chefe de Estado for republicano porque Donald Trump parece seguir as políticas externas de George W.Bush. Nunca se ouviu em falar de reconstruir o exército desde 2008. 

O grande problema relativamente à ameaça norte-coreana tem a ver com os objectivos. Ninguém sabe se o alvo é a Coreia do Sul ou os Estados Unidos, mas será um destes. Mesmo que o líder da Coreia do Norte tenha bastante menos idade do que qualquer Presidente ou primeiro-ministro "normal", não se pode ignorar os movimentos. Nem vale a pena pensar numa invasão ou fim do regime porque é difícil entrar num país dominado por militares. 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Imparáveis

O percurso de Hillary Clinton e Donald Trump nas primárias norte-americanas tem sido fantástico. Os dois acabaram com as hipóteses dos adversários bem cedo. Ainda faltam dois meses para a última primária e a eleição parece não fugir. No entanto, os três candidatos que se revelaram fracos prometem ir às convenções por diferentes razões. Sanders quer deixar uma marca no partido, enquanto Cruz e Kasich querem aproveitar a "brokered convention" para alcançar a nomeação e a vice-presidência dos Estados Unidos. 

Na minha opinião as reuniões magnas em Julho serão interessantes, mas não modificam a vontade popular. Ou seja, os delegados republicanos e os super-delegados democratas não vão mudar de posição porque não existe alternativa. Nas eleições de ontem, Cruz ficou sempre atrás de Kasich e só conquistou um delegado, além de não ter o apoio do establishment, o que não é a mesma coisa de aproveitar a campanha anti-Trump. Contudo, à medida que o empresário ganhar haverá espaço para negociações, como acontece em política, já que, os republicanos não vão correr o risco de ficar sem a Casa Branca mais quatro anos porque não apoiaram o candidato. 

As vitórias dos front-runners confirma que são os melhores para disputarem em Novembro a eleição geral. Perante este cenário, a eleição de Hillary Clinton não está garantida porque Trump começa a ganhar legitimidade dentro e fora do Partido Republicano. 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Pacto de agressão contra Trump

O recente acordo entre Ted Cruz e John Kasich não visa melhorar a prestação dos candidatos, mas tentar derrubar Donald Trump. Se as negociações tivessem uma intenção positiva um deles desistia em favor do outro, o que não vai acontecer. Nesses termos, Kasich estaria na linha da frente para sair da corrida, o que seria lógico tendo em conta o fraco desempenho do governador do Ohio. O acordo tem um alcance a longo prazo, nomeadamente na Convenção republicana onde Kasich deverá pedir a vice-presidência dos Estados Unidos em troca do voto dos delegados em Ted Cruz. Neste momento, o objectivo dos dois passa por evitar a nomeação de Trump antes da reunião magna.

O aperto de mão tem alguns contornos semelhantes ao pacto celebrado entre PS, BE e PCP em Dezembro do ano passado. Isto é, não tem qualquer efeito positivo para os autores, mas visa destruir os adversários. No entanto, isto também é legítimo em política. O problema é a mensagem que Cruz e Kasich querem passar sem terem conquistado os votos necessários para fazer face a Trump. Em três meses nenhum conseguiu ameaçar a primeira posição, sendo que, Kasich venceu menos Estados do que Marco Rubio, que já desistiu. A força do acordo nem sequer tem o apoio do establishment, o que demonstra a falta de objectividade do mesmo. Ninguém na máquina gosta de Trump, mas Cruz também não é aceite, sobretudo por Mitch Mcconnell. A grande desilusão da campanha tem sido o senador do Texas, que não consegue aproveitar a onda anti-Trump. Com a campanha que se tem feito contra o empresário, qualquer adversário estaria em vantagem. 

Uma vitória de Cruz na Convenção através destas circunstâncias garantia o triunfo de Hillary Clinton na eleição geral. 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A velha América conservadora

A direita conservadora atravessa uma crise de valores e definição do espaço ideológico. O aparecimento de novas correntes taparam o caminho aos que são contra tudo e todos só porque sim. Na esquerda verificamos que existem posições ditas radicais. Na direita também existem certos radicais que são contra o aborto, eutanásia e casamento entre pessoas do mesmo sexo, além de quererem instituir uma religião oficial em cada pessoa. 

Nos últimos anos a direita tem sido sistematicamente derrotada após oito anos de George W.Bush na Casa Branca. O antigo presidente não era conservador, mas defendeu a supremacia dos EUA no mundo. No entanto, em termos de política interna não estávamos perante alguém que quisesse instalar a disciplina e ordem. 

Na recente campanha eleitoral verificamos que existe uma enorme vontade dos republicanos regressarem ao velho conservadorismo. Contudo, o aparecimento de Donald Trump estragou os planos ao establishment. A máquina partidária lançou três candidatos para conseguir a nomeação contra os críticos do sistema e o Tea-Party representado por Ted Cruz. Ora, Marco Rubio e Jeb Bush desistiram, enquanto John Kasich só venceu um Estado. Neste momento, os verdadeiros conservadores só têm um candidato. Nas palavras de Rubio havia espaço para "aceitar" todos os que violaram os velhos princípios conservadores. Com Ted Cruz isso não é possível. 

As razões do sucesso de Trump não estão apenas no discurso anti-sistema. Na noite em que desistiu da corrida presidencial, Marco Rubio deixou várias críticas à forma como o Partido Republicano se tem posicionado. Isso revela que as pessoas também já não aceitam a doutrina conservadora. Por alguma razão, Cruz não tem tido bons resultados, mesmo após a saída do senador da Florida da campanha. Nem os evangélicos confiam nas propostas do Tea-Party. 

A velha América regida pelos valores da família, do cristianismo que a tornaram conservadora já não existe, sobretudo nos grandes centros urbanos. 

domingo, 24 de abril de 2016

Olhar a Semana - Presidentes-espectáculos

A nível mediático Marcelo Rebelo de Sousa e Barack Obama são muito próximos. Os dois Chefes de Estado aproveitam a imagem para chegar junto da população, criando empatia com as pessoas. O líder português e norte-americano entendem que ser Presidente é mais do que tomar opções políticas, além de acreditarem que o exercício do poder público deve ser explicado aos cidadãos comuns. 

Neste primeiro mês de mandato, o Presidente da República tem utilizado os meios de comunicação social para transmitir mensagens políticas, mas também para conquistar as pessoas. No entanto, considero que Marcelo se tem excedido porque aparece praticamente todos os dias. Não sei se isso também faz parte da "presidência dos afectos" anunciada durante a campanha eleitoral.

Barack Obama tem outro problema.

O líder norte-americano tem tendência para se imiscuir nos assuntos internos dos outros países. O tema merece ser tratado num único post, mas também é uma forma do Chefe de Estado promover uma imagem, embora com cariz mais político do que mediático. Obama quer ser recordado como um grande líder dentro e for dos Estados Unidos, pelo que, a interferência nos assuntos que não dizem respeito aos Estados Unidos é uma forma de conquistar popularidade. As recentes visitas ao Reino Unido e a Cuba provam a faceta de Presidente-espectáculo. 

sábado, 23 de abril de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Donald Trump/Hillary Clinton - A vitória nas primárias de Nova Iorque coloca os dois candidatos como os principais favoritos à nomeação. Trump e Clinton estão perto de atingir o número de delegados, sendo que, a antiga primeira-dama pode mesmo entrar em Maio como candidata democrata. Trump terá mais dificuldade por causa das movimentações no Partido Republicano e não devido à qualidade de Ted Cruz. Na terça-feira haverá mais momentum para o empresário e a ex-secretária de Estado. 


No Meio

Mário Centeno - O ministro das Finanças continua a ser uma incógnita. Em termos de discurso é uma nulidade e politicamente também não é competente. O caso BANIF prova que Centeno não tem qualidade para ocupar o cargo. As contradições e a falta de clareza nas respostas, por exemplo ao tentar arranjar piadas fáceis, não o beneficiam. Será o próximo governante do actual governo a bater com a porta.

Em Baixo

Dilma Rousseff -  A actual Presidente do Brasil será alvo de um processo de impeachment se o Senado aprovar por maioria simples a deliberação do Congresso. Na câmara mais importante, os deputados não tiveram qualquer duvida em colocar a Chefe de Estado perante uma situação delicada em termos políticos. Um ano e meio depois de ter sido reeleita, Dilma está entre a espada e a parede por ter protegido Lula da Silva. O problema de Dilma foi tentar proteger o amigo. 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Caminho aberto para o Federalismo

A União Europeia caminha para um Federalismo disfarçado por causa da importância dos parlamentos nacionais. O objectivo passa por aumentar a influência das instituições europeias na vida dos cidadãos. As recentes questões levantadas após a crise financeira, o surgimento de refugiados e o problema do terrorismo mostraram a necessidade de criar regras comuns nos 28 Estados-Membros. Os episódios referidos não deixam outra alternativa ao espaço europeu de estabelecer medidas para atingir todas as sociedades e culturas.

O modelo encontrado terá de ser distinto do norte-americano ou brasileiro, embora a forma como a União se organiza institucionalmente mostra como queremos estar perto dos Estados Unidos. O Federalismo também não vai ser um argumento da esquerda ou direita, mas daqueles que pretendem mais proteccionismo. Os partidos de protesto poderão estar contra por razões ideológicas, além das forças ditas nacionalistas. O grande confronto que se vai verificar na Europa é entre os partidos tradicionais que querem a presença de Bruxelas e os que são favoráveis à constituição. Os próximos tempos reforçam o papel do Parlamento Europeu e aumentam a influência da Comissão Europeia. 

Neste momento, os países europeus estão frágeis porque não sabem se devem dar mais poder a Bruxelas para decidir ou adoptar uma atitude mais nacionalista. A discussão sobre o Federalismo vai ser a grande prioridade da nova geração de líderes políticos que se começam a aparecer no início da próxima década. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Desproporcional

Não gosto de Dilma Rousseff. Nunca gostei. Sempre a considerei uma criação de Lula da Silva, apresentada ao eleitorado para que ele continuasse a mandar. Sempre a vi como uma incompetente, uma incapaz, para o cargo de presidente de um país-continente como o Brasil.

O que estamos a assistir no país irmão é, entre muitas outras causas, o resultado do sistema político só permitir substítuir a presidente através de um julgamento por crimes cometidos no decurso do seu mandato. Não existe a possibilidade de, como nos sistemas parlamentares, destituir a presidente recorrendo a uma moção de censura.


O principal crime de que a presidente brasileira é acusada é de promover pedaladas fiscais. Adaptando para a nossa realidade é o que todos os governos têm vindo a fazer quando antecipam receitas e transferem despesas para o ano civil seguinte. Mesmo que isto à luz da Lei brasileira seja crime, parece-nos que não tem a gravidade suficiente para a sanção que querem aplicar. É como se alguém fosse condenado a uma pena pesada por ter furtado um chocolate. E, enquanto isto, o Brasil definha.

Texto de João Vale Sousa

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Momentum decisivo para Clinton e Trump

As vitórias de Trump e Clinton em Nova Iorque são fundamentais para o momentum final dos dois candidatos. Na próxima semana os dois candidatos devem confirmar o favoritismo se conquistarem mais delegados do que os adversários. 

Os resultados mostram que existe um fosso entre os "frontrunners" e os outros, apesar de alguma resistência por parte de Sanders e Ted Cruz. O senador do Texas ainda acredita que vai dar a volta porque o establishment irá fazer tudo para evitar a nomeação de Trump. Neste momento, é o único motivo que pelo qual Cruz continua na corrida, já que, tem vindo a acumular derrotas humilhantes. A máquina do partido não quer o empresário, mas também duvida das capacidades de Ted Cruz. 

O único problema para Trump é não conseguir o número de delegados suficientes que lhe garantam a nomeação. A partir desse momento os jogos de bastidores serão desfavoráveis ao empresário, embora tudo pode mudar com a nomeação de um vice-presidente do establishment. Não se percebe como se reage desta forma à vantagem de Trump se não existe ninguém com capacidade para lhe fazer frente.

O grande mistério destas eleições é a manutenção de Kasich na corrida. O governador do Ohio nem sequer consegue ultrapassar Marco Rubio no número de delegados. O senador da Florida desistiu no mês passado. Ora, só se compreende a continuidade de Kasich como forma de influenciar a eleição do vencedor em troca de um lugar no governo. 

terça-feira, 19 de abril de 2016

New York New York

As primárias em Nova Iorque são bastante importantes, já que, reforçam a vantagem de Hillary Clinton e Donald Trump. Nas últimas eleições, Sanders e Cruz conquistaram resultados que lhes permitiram sonhar com a nomeação, mas hoje e no dia 26 de Abril a normalidade vai ser retomada, mesmo que, o Partido Republicano, esteja a fazer tudo para o empresário não vencer, embora sem dar o apoio formal a Ted Cruz. 

A forma como o establishment apunhalou Trump faz reflectir sobre o estado do aparelho. No entanto, o que estamos a assistir é uma forma de não olhar para dentro e perceber os erros que foram cometidos porque nenhum dos candidatos com a marca do aparelho tiveram sucesso. Jeb Bush e Marco Rubio desistiram ao fim de um mês, enquanto Kasich continua na corrida, mas sem vencer qualquer eleição nem mesmo delegados. 

Uma vitória de Trump acima dos 50% acaba com a corrida porque o vencedor fica com 91 delegados e tem vantagem nas várias primárias que se realizam dia 26. Não estamos perante um "momentum" de Trump, mas uma confirmação. A vantagem permite ao candidato preparar minuciosamente a convenção. No entanto, o mais relevante será tentar arranjar consensos no seio dos republicanos para conseguir vencer Hillary Clinton em Novembro. Os últimos dias afectaram a imagem de uma força que não está na Casa Branca há 8 anos, embora o controlo no Congresso lhe garanta poder, sobretudo nas grandes decisões. 

Nos democratas Hillary faz a campanha que quer e os oito anos como senadora de Nova Iorque atiram-na para a nomeação porque estão em jogo 291 delegados. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Não assuntos

A semana transacta foi marcada, entre outros acontecimentos, pela proposta por parte do Bloco de Esquerda (BE) de mudança da designação do Cartão de Cidadão. Logo gerou-se muito debate, muita controvérsia, tendo o assunto sido catapultado para o primeiro plano da atenção da sociedade. A maioria das opiniões considerou que esta era uma questão menor, não merecendo a atenção e o tempo nela empregue.

Com este tipo de iniciatiavas o que quer realmente o BE? O BE especializou-se nestas acções, tendo-se destacado no que ficou conhecido como ‘Causas Fracturantes’. Parece-nos que este tipo de comportamento se enquadra num conjunto de actividades que ficaram conhecidas pelo nome de ‘Agitprop’. O objectivo destas acções é, como o próprio nome indica, gerar reacções e, assim, fazer propaganda para o grupo que lançou o debate. A agitação é hoje amplificada pelas redes sociais, onde cada um acaba por ser mais um a replicar a mensagem, provocando algo semelhante a uma reacção em cadeia. O objectivo propagandístico é deste modo alcançado, pois o que está aqui em causa é que fale-se do assunto, que ele seja propagado. E neste caso, foi o que sucedeu: o espaço mediático foi ocupado com a proposta do BE. O Bloco conseguiu ser o partido mais falado, aquele que concentrou as atenções. E que vai marcando a agenda política e mediática.


Para o BE aplica-se a máxima do mundo da Publicidade: ‘Não há má publicidade, bem ou mal o que importa é que falem de nós’. Se for sobre não assuntos, como é este caso, tanto melhor, porque assim não se envolvem na procura de soluções e compromissos para resolver o que realmente interessa à sociedade, fugindo ao fardo que a tomada de decisões acarreta.

Texto de João Vale Sousa

A mão invisível de António Costa

Os negócios intermediados pelo primeiro-ministro não estão a correr bem. O patrocínio que António Costa teve na entrada de Isabel dos Santos no BPI não se vai concretizar, representando um falhanço na atitude política do chefe do governo. À medida que Costa vai querendo controlar tudo e mais alguma coisa, também começa a verificar que mais valia deixar o mercado funcionar. O mesmo se passa na privatização da TAP e na questão dos lesados do BES. O primeiro assunto representou uma vitória para o governo, mas ainda não sabemos se a empresa vai recuperar financeiramente. Na outra questão só no final do mês veremos se o executivo arranja uma solução para o problema como prometeu. No entanto, temos a certeza que não foi capaz de resolver a situação no BPI. 

O primeiro-ministro diz que pretende resolver os assuntos, mas o que se tem passado é uma verdadeira mão invisível do Estado sobre os assuntos privados. Todos percebemos que o governo quer controlar os negócios que se fazem em Portugal, independentemente da natureza pública ou privada. A ideologia de Costa não permite que o mercado  e a iniciativa privada encontrem a luz ao fundo do túnel. Por esta razão, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse que Costa estava mais perto dos comunistas do que dos socialistas. Os socialistas sempre tiveram um apetite pelo controlo da máquina do Estado, ao avocar os poderes colocando pessoas de confiança nos lugares de topo da hierarquia. Costa não faz muito isso porque quer ser ele a decidir tudo e mais alguma coisa...

O primeiro-ministro é um homem que tem uma mão invisível maior do que a de Adam Smith. 

domingo, 17 de abril de 2016

Olhar a Semana - A revolução brasileira

O Congresso brasileiro decide o processo de destituição da presidente Dilma Rousseff. A Chefe de Estado já fez um apelo aos brasileiros para não se deixarem intimidar pelos constantes golpes que a oposição e a justiça tem feito ao poder político, sobretudo à Presidente. A população continua dividida entre apoiar ou estar contra Dilma. 

Ninguém pode dizer o que vai acontecer porque não há uma maioria que consegue calar a minoria. Neste momento, o Brasil parte-se ao meio no apoio à Chefe de Estado eleita há dois anos. No entanto, não é só o poder que vem das manifestações e das sondagens a decidir o futuro do país. As questões chegaram aos órgãos de soberania, que também se encontram dos dois lados. Ou seja, a democracia começa a ser colocada em causa no Brasil. 

O único factor que  estabiliza o país é não haver um rosto da oposição visível, sendo que, os tribunais e o presidente do Congresso, são os únicos que se assumem contra a Presidência da República. Ora, no Brasil os dois cargos representam muito poder, quiçá, mais do que o governo. 

O problema não será fácil de resolver porque não haverá mudanças se Dilma Rousseff abandonar o poder. Os vícios continuam os mesmos ou vão piorar como demonstram as atitudes de Eduardo Cunha e do juíz Sérgio Moro, que decidiu anunciar publicamente estar contra a Presidente. Contudo, Dilma parece ser um impedimento para haver mais transparência na política e o Brasil voltar a ser respeitado na comunidade internacional. 

sábado, 16 de abril de 2016

Figuras da Semana

Por Cima:

União Europeia  - O parlamento Europeu aprovou a partilha de informações entre os serviços secretos europeus do registo dos passageiros que voam no espaço europeu. A medida serve para aumentar a segurança interna. A democracia e as liberdades também se constroem com o reforço da prevenção. 


No Meio

António Costa -  O caso da contratação do amigo só ficou resolvido depois das notícias que apareceram na comunicação social por causa da pressão do PSD. O primeiro-ministro continua a governar ao sabor do vento e não em função de um projecto para o país. Nesta semana mostrou firmeza perante os partidos que o apoiam durante o debate parlamentar.

Em Baixo

Pedro Sanchéz - O PSOE não conseguiu apoio parlamentar para governar o país. Ao contrário do que aconteceu em Portugal, em Espanha haverá novas eleições devido a novo acto de oportunismo político por parte dos socialistas ibéricos. Num caso como no outro os socialistas irão ser castigados pela ambição de quererem governar sem terem vencido as eleições. É verdade que se podem formar maiorias no parlamento, mas existe legitimidade democrática para o programa do maior partido votado passar no Parlamento. Caso as eleições originam nova derrota, como vai proceder Sanchez?

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Sem acordo à esquerda

O impasse político em Espanha prova que as forças de esquerda nem sempre estão de acordo, sobretudo quando dois partidos diferentes pretendem coligar-se. O PSOE e o Podemos jamais conseguirão estar no mesmo executivo, sendo mais fácil, a coabitação entre socialistas e Ciudadanos. 

As comparações com o que sucedeu em Portugal e Espanha nas eleições legislativas realizadas no dois países saíram goradas porque resultou num lugar, mas noutro não. O Podemos é bem mais radical do que o Bloco de Esquerda, sendo que, o Partido Comunista praticamente expressão no país vizinho e em Portugal não há partidos regionais. Por esta razão, não é difícil ao Partido Socialista fazer acordos com os dois partidos. No entanto, a viragem que António Costa quis dar por razões de sobrevivência política prejudica apenas os socialistas. Em Espanha, o PSOE quis manter a ideologia, bem como a marca europeísta e não querendo radicalizar-se. 

No país vizinho o Podemos pretende alterações profundas na política espanhola, mas o PSOE não está virado para esse cenário. Neste momento, PP e Ciudadanos ficam à espera de novo acto eleitoral para recolherem os frutos da obsessão de Pedro Sanchez e Pablo Iglésias. Como aconteceu em Portugal, os dois preferiram ir para o poder antes de cumprirem o papel que lhes estava destinado na oposição. 


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Demissões

O governo do Partido Socialista liderado por António Costa já sofreu duas demissões desde que tomou posse em Dezembro. O primeiro a sair foi João Soares e agora o secretário de Estado da Educação. Não é normal haver saídas em pouco tempo. Não seria expectável que acontecesse, já que, a estabilidade foi uma das principais bandeiras do actual primeiro-ministro. 

A saída do número 2 da Educação deve estar ligado ao poder que os sindicatos voltaram a conquistar neste sector. A FENPROF domina as políticas do jovem Ministro da Educação. Aos poucos os socialistas deixam de querer fazer parte de uma solução que incluiu comunistas e bloquistas. Os verdadeiros democratas do PS que derrubaram a democracia nunca acreditaram nesta solução, apesar do poder nunca permitir criticas internas.

Ao fim de quatro meses já se nota instabilidade, não só entre os partidos que suportam o executivo, mas dentro do governo. No final, ninguém vai salvar a face de António Costa.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Obama falhou no Médio-Oriente

O presidente Barack Obama admite que a situação na Líbia e na Síria não correram bem para os Estados Unidos. A estratégia norte-americana nos dois países não foi a melhor porque ignoraram o aumento do terrorismo naquela zona. 

A Primavera Árabe teve como consequência o surgimento de grupos terroristas que se opuseram aos regimes locais, mas também ao mundo Ocidental. Na Líbia existem praticamente dois países porque também há dois parlamentos no território. 

Os Estados Unidos não se deveriam ter metido nos dois países numa altura em que há pouco para fazer. Ou seja, a entrada dos norte-americanos aconteceu para tentar salvar o país, mas sem a liderança dos regimes. Os EUA não foram responsáveis pela queda de Gaddaffi nem a tentativa de acabar com Bashar al-Assad, por isso não podem estar a reclamar novos protagonistas para aquela zona nem se meter nos problemas internos, à semelhança do que aconteceu com o Iraque. Ora, os EUA estão com pé e meio no problema, não sabendo que atitude tomar, já que, o problema do terrorismo também está relacionado com as opções norte-americanas. 

A administração norte-americana tem de procurar fazer entendimentos com o Irão, além de exigir mais responsabilidades aos sauditas, que são os principais financiadores dos terroristas que circulam naquela zona. 

Num espaço de dez anos três grandes países do Médio-Oriente ficaram divididos e transformaram-se num viveiro de terroristas. 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O Panamá de Aquiles

A continuação da divulgação dos documentos pertencentes aos Papéis do Panamá tem exposto um número imenso de empresas e empresários que, recorrendo a offshores, fugiam massivamente às suas obrigações fiscais.

A operação Aquiles, desencadeada pela Polícia Judiciária (PJ) e que levou à detenção de elementos da própria polícia, no activo e na reforma, devido a suspeitas de estarem envolvidos no narcotráfico, é uma possível geradora de desconfiança nos cidadãos numa das suas polícias de maior prestígio. Ela mostra que mesmo a PJ não está imune a infiltrações por parte de grupos criminosos. Sendo agravante já antes terem recaído sobre um dos elementos agora detido fortes suspeitas de colaboração com os narcotraficantes.


O que ambos os casos mostram é que os estados têm dificuldades no cumprimento das funções que tradicionalmente estão-lhe atribuídas. Nestas situações, no plano fiscal e securitário, duas das tarefas estruturantes do sistema estatal. A figura do Estado sofre uma erosão na necessária confiança que os cidadãos têm que ter nele. Progressivamente, o Estado assiste ao recuo da sua capacidade, dando preocupantes sinais de fraqueza. O principal problema é que ele perde poder e prestígio, sem que se vislumbre que isso beneficie os cidadãos ou que haja algo de melhor como alternativa. Vivemos em tempos de mudança, desconhecendo-se para onde nos encaminhamos. E isso é perturbante e preocupante.

Texto de João Vale Sousa

domingo, 10 de abril de 2016

Olhar a Semana - Nada de novo no Panamá

No início da semana o mundo ficou escandalizado por causa da revelação de documentos com informações relativamente a contas de figuras públicas que escondiam o dinheiro em offshores no Panamá. O caso denominado "Panama Papers" é mais um semelhante ao "Wikileaks", mas numa dimensão bem maior. 

A entrada dos jornalistas em cena provocou a dimensão do primeiro-ministro da Islândia que utilizou contas naquele país. Haverá mais que vai sair cá para fora nos próximos dias. O tipo de situações relacionadas com o Panama Papers começa a ser uma não notícia porque os paraísos fiscais são uma realidade que todos conhecem além de serem legais. O problema está relacionado com a ética, sobretudo naqueles que têm mais responsabilidade, como são os políticos, ou quem costumamos admirar pelas vitória que conquistam. 

O caso encheu os telejornais e os jornais que estão ávidos de notícias com qualidade para conseguirem vender um produto que está cada vez mais caduco, mas desta vez, já houve vítimas. O ex-chefe do governo islandês não será o único a cair com a divulgação dos Papéis. Certamente haverá um português com responsabilidade que também vai acabar por ser alvo de investigação e comentário. 

sábado, 9 de abril de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Pedro Passos Coelho - O líder social-democrata e ex-primeiro-ministro terminou o congresso da melhor maneira, com um discurso importante sobre a Europa, já que, será em Bruxelas que as principais decisões terão reflexo nas nossas vidas. Passos Coelho tocou em temas importantes como a segurança e a economia. Um passo importante para mostrar diferenças relativamente ao PS que se preocupa mais em fazer festas para anunciar novas medidas. 

No Meio

Ted Cruz - O senador do Texas obteve uma vitória importante no Texas, mas ainda continua distante de Donald Trump. As primárias em Nova Iorque vão ser um teste importante para os dois principais candidatos. Apesar da vitória, Cruz não tem discurso galvanizador, como acontece com o adversário. Por esta razão não vai conseguir conquistar o apoio do establishment, mesmo que conte com alguns membros importantes do Partido. O início da derrota de Cruz começa com a falta de entusiasmo gerado em torno da candidatura. 

Em Baixo

João Soares - O ex-ministro da Cultura pediu a demissão após declarações em que ameaçava bater em dois cronistas que lhe criticaram. Um dos quais era Vasco Pulido Valente. Ora, o homem que sempre viveu dos tachos no Partido Socialista e que meteu um familiar na secção de cultura da Câmara Municipal de Lisboa foi o primeiro membro do governo de António Costa a cair ao fim de quatro meses. João Soares sempre viveu da política e agora vai ter que encontrar alguma coisa para fazer, a não ser que viva o resto da vida das subvenções vitalícias. 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

O Panamá dos Estados Unidos

Nas primárias presidenciais norte-americanas estamos a assistir ao protagonismo dos candidatos que estão nas franjas do sistema ou mesmo fora dele, declarando-se frontalmente contra ele. A única candidata que é do sistema, e que é apoiada por ele, está a ter dificuldades surpreendentes para conseguir impor-se.

O caso Papéis do Panamá, do qual ainda poucos documentos foram revelados e onde não aparecem nomes dos EUA, mostra principalmente que titulares de cargos políticos ocultavam parte do seu dinheiro fugindo aos impostos. Esta situação provoca a descredibilização dos governantes, minando a confiança que os governados têm que ter neles e nas instituições que os governam.


O que o escândalo de origem panamiana tem vindo a revelar ajuda-nos a explicar, em parte, o sucesso que os candidatos não alinhados têm exibido. Veremos se durará até Novembro.

Texto de João Vale Sousa

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Sanders e Cruz voltam ao combate

As recentes vitórias de Bernie Sanders e Ted Cruz animam a corrida eleitoral norte-americano, que se estava a tornar aborrecida devido à vantagem de Trump e Clinton. Os dois têm sido derrotadas nas últimas primárias, sobretudo a antiga primeira-dama que perdeu 6 das últimas 7 eleições. No entanto, a diferença no número de delegados continue a ser significativa. Não acredito que os super-delegados sejam influenciados pelo discurso de Sanders na Convenção. Neste momento, é uma evidência que Clinton e Obama controlam o Partido Democrático, sendo que, a escolha de Clinton foi uma forma das actuais políticas norte-americanas terem seguimento nos próximos quatro anos porque o trabalho não pode ficar a meio. 

As eleições em Nova Iorque e no dia 26 nos Estados da Costa Leste serão importantes para Trump. A vantagem começam a ficar curta, sendo necessário uma vitória esclarecedora para acalmar aqueles que são anti-Trump. O apoio do establishment a Ted Cruz e ao Tea-Party também depende do que acontecer nas próximas primárias. A vontade da máquina partidária é derrubar Trump, mas o Tea-Party também tem muitos anticorpos nas elites. Ou seja, não é uma decisão fácil porque os dois candidatos representam sectores hostis à máquina. Na minha opinião o establishment também está reticente em declarar apoio formal porque as desistências de Jeb Bush e Marco Rubio, além da má prestação de Kasich revelam que os eleitores republicanos estão zangados com as elites. 

quarta-feira, 6 de abril de 2016

A nova estratégia do CDS

Os centristas optaram por descolar do PSD para conquistar a direita, mas também o centro. A estratégia da nova direcção passa por ser diferente dos sociais-democratas, mas também atacar o antigo parceiro de coligação. Nos últimos dias alguns dirigentes centristas provocaram o PSD, em particular Pedro Passos Coelho. No seu entendimento os sociais-democratas andam nervosos depois da ascensão de Assunção Cristas à liderança. Outros entendem que Passos Coelho não despiu o fato de primeiro-ministro. 

O CDS tem de percorrer um caminho independente, mas escusa de virar as baterias para o PSD. A história diz que os centristas nunca conseguiram ser melhores do que os sociais-democratas quando os dois estiveram na oposição. No último congresso, os dirigentes apelaram ao voto no partido porque o mito do voto útil tinha acabado. A conquista de votos à direita e ao centro será tentar convencer os que não têm a certeza em votar nos sociais-democratas se não tiverem a certeza que a maioria absoluta vai ser conquistada. No entanto, sem uma definição ideológica e apostando no pragmatismo o risco é maior, já que, não faz sentido atacar o PSD para estabelecer diferenças. 

O CDS fez bem em mudar de líder, mas isso não significa alteração na orientação política. Os sociais-democratas continuam com o mesmo Presidente e parecem ter mudado as opções, como se viu no discurso de Pedro Passos Coelho. No fundo, os centristas pretendem diminuir o antigo primeiro-ministro para encontrarem espaço de manobra. 

terça-feira, 5 de abril de 2016

Abril escolhe nomeados à Casa Branca

As primárias do Wisconsin marcam o início da corrida eleitoral no mês de Abril. No entanto, a grande decisão será no dia 26 com a realização de várias eleições. Não será amanhã que alguém vai ser nomeado ou desistir, mas o caminho de Clinton e Trump poderá ter um final feliz nas próximas semanas, já que, os dois estão bem colocados para vencerem. Se isso acontecer, os meses de Maio e Junho servem para lançar a eleição geral de Novembro.

A pressão está do lado de Ted Cruz. O senador do Texas tem que ultrapassar o rival nas primárias e esperar que Kasich desista em seu favor, além de esperar que Marco Rubio anuncie em que vai votar. Cruz espera que o mês de Abril seja diferente de Fevereiro e Março, onde Trump foi dono e senhor porque não só ganhou a maioria das primárias, mas também assistiu à desistência da maioria dos concorrentes. O candidato anti-sistema venceu todos os restantes que estavam ligados à máquina partidária. A corrida tem de começar a correr melhor para Cruz sob pena de se curvar perante a nomeação de Trump. 

Nos democratas, Clinton está cada vez mais perto da nomeação, tendo mais 700 delegados do que Sanders. As pequenas vitória do Senador do Vermont não chegam para assustar a antiga primeira-dama. Neste momento, o que interessa a Clinton é a eleição geral, embora Sanders se mantenha na corrida até à Convenção. Vão ser três meses penosos para o senador. 


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Desafio europeu proposto por Passos Coelho

A reunião social-democrata demonstrou que o partido está unido em torno do líder, embora a ausência dos antigos presidentes, à excepção de Santana Lopes, seja um sinal que nem todos estão com Pedro Passos Coelho na hora da derrota. No entanto, é a capacidade do líder de enfrentar situações difíceis que lhe garante força, já que, ninguém pode colocar em causa a legitimidade por causa da vitória nas eleições. 

A forma como Passos Coelho abordou as questões europeias para enquadrar na situação nacional revela inteligência porque as pessoas estão preocupadas com a economia, combate ao terrorismo e regras que deverão ser aprovadas na Europa que têm impacto na nossa vida quotidiana. A forma como Passos Coelho se definiu ideologicamente acaba com todas as críticas sobre qual será o caminho delineado pela nova direcção, mantendo a distância relativamente ao Partido Socialista, que optou por fazer um confronto com as instituições europeia devido à pressão exercida pelo Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português. Nos próximos anos os eleitores também vão escolher entre seguir as regras comunitárias ou não, pelo que, o líder social-democrata marcou a agenda que estará em cima na próxima legislatura porque as leis comunitárias serão adoptadas com frequência no plano nacional por causa da crise que o continente atravessa. 

Só quem não ouviu o discurso de Passos Coelho pode continuar com as críticas sem sentido, revelando alguma ignorância sobre o percurso do actual líder. 


sábado, 2 de abril de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Pedro Passos Coelho - O discurso do líder social-democrata na abertura do Congresso foi positivo e realista. Passos Coelho surpreende todos, em particular os que estão sempre a criticar, com demonstrações de carácter pessoal e político, o que significa aprendizagem com os erros. A falta de coerência é algo que nunca lhe poder ser apontado, ao contrário do que aconteceu com vários responsáveis que chegaram a primeiro-ministro.

No Meio

Bernie Sanders - O democrata conquistou cinco primárias na semana passada, mas a vantagem de Hillary Clinton continua a ser enorme. Sanders não deve garantir a nomeação, mas promete ir à Convenção. A única pergunta que se coloca é saber o que vai fazer a partir do momento em que Hillary Clinton ganhar a eleição até à Convenção. 

Em Baixo

Governo socialista - O executivo socialista continua a esbanjar dinheiro sem saber qual será o destino. Os 11 milhões que vão ser disponibilizados no Plano Nacional de Reformas não é mais do que propaganda. O executivo continua a apostar no investimento público em vez de procurar capital estrangeiro para investir no país. Nesta semana também assistimos a um evento público para assinalar o regresso dos feriados. Não se percebe porque razão António Costa tem que montar um espectáculo sempre que reverte uma medida do anterior governo. 

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Turismo e Terrorismo

Portugal está na moda. O nosso país é indicado em todas as publicações turísticas como uma pérola para os que gostam de viajar. Temos boas praias, boa comida, boa bebida, somos hospitaleiros. A nossa Economia bem que precisa deste afluxo de turistas. Veja-se o que tem sucedido na área da hotelaria com a quantidade de pensões (‘hostels’ em inglês) que têm aberto recentemente.

E temos sido poupados aos malefícios do terrorismo. Se temos assistido ao aumento do turismo isso deve-se também à insegurança que aumentou em destinos habituais de férias. Quem é que hoje em dia vai com a família, descansado, para as praias da Turquia ou para o Norte de África, para a Tunísia ou o Egipto, por exemplo?

Como já tive oportunidade de fazer referência o Estado Islâmico (EI) indicou (https://halummu.files.wordpress.com/2015/12/the-assault-in-paris.jpg) que um dos seus objectivos é prejudicar a economia dos países europeus, através, entre outros, da perturbação do turismo, devido ao sentimento de insegurança e às inevitáveis medidas de protecção que provocam transtorno na circulação das pessoas. E não podemos esquecer-nos que Portugal está incluído nos países que o EI pretende ocupar (http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2014/06/30/article-2674736-1F46221200000578-100_634x381.jpg). É à luz desta realidade que podemos interpretar a mensagem que por estes dias foi divulgada pelo EI contendo ameaças a Portugal (http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-03-31-Portugal-e-Hungria-alvo-de-ameaca-direta-do-Daesh).


Aproxima-se o Verão, a época alta do afluxo turístico ao nosso país. Urge munir as forças e serviços de segurança dos meios para poderem atempadamente tomar as medidas necessárias para prevenir eventuais ataques. E não nos podemos esquecer que para o ano teremos entre nós o Papa, que estará em Fátima, e com ele uma vasta multidão, o que nos tornará um alvo ainda mais apetecível.

Texto de João Vale Sousa 
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