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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Uma medida que o PS não pode aceitar

A proposta do Bloco de Esquerda para alterar as leis das relações laborais são um retrocesso porque visa repor aquilo que estava mal antes da reforma efectuada pelo anterior executivo.

Os bloquistas chegaram a um ponto em que exigem tudo e mais alguma coisa ao governo liderado pelo Partido Socialista. Os temas laborais vão marcar a agenda política no início do ano, sendo que, também é um teste ao governo devido a razões ideológicas.

Se o executivo aceitar as alterações está a enviar um sinal que cede às tentações e chantagem do Bloco de Esquerda, mas se recusar tem um problema bicudo porque é a segunda nega a um parceiro depois de ter chumbado a proposta do PCP para aumentar o salário mínimo em 600 euros.

As divergências são normais, mas existe um ponto em que os partidos nunca vão estar de acordo. Os socialistas, bloquistas e comunistas têm diferentes visões sobre a protecção de direitos, garantias e nem todos representam as mesmas classes. À medida que a legislatura avança, BE e PCP pedem cada vez mais, algo que o PS não vai conseguir satisfazer. 

Tenho a certeza que as propostas laborais têm a capacidade de criar divergência no seio das posições comuns entre os três partidos. As propostas do Bloco são uma autêntica risada porque visa voltar ao antigo e não propõem nada de novo. O objectivo é copiar o que estava mal e nunca propor novas situações. A linguagem bloquista sempre a reclamar mais direitos faz parte do passado.

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