quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O ano de todas as respostas

As eleições em França, Holanda, Itália e na Alemanha vão dar um resposta importante sobre o momento político da União Europeia.

A primeira questão é saber se os futuros governos serão pro ou anti União Europeia, para depois ser feita uma avaliação geral. É provável que hajam sinais diferentes em diversos países como aconteceu nos resultados das eleições austríacas e no referendo italiano. 

O principal problema passa por verificar se a fractura política é uma inevitabilidade. Se isso acontecer haverá questões sociais e económicas importantes para serem tratadas com seriedade pelos dirigentes europeus, sendo que, as respostas têm de ser pensadas.

A eleição mais importante ocorre em França onde Marine Le Pen pode provocar um terramoto no plano europeu, da mesma forma que o Brexit abalou as estruturas da União Europeia. 

Neste momento o clima é de desconfiança e esperança por causa das forças eurocépticas, mas também porque nos actos eleitorais os candidatos pró-Europa podem acabar definitivamente com os nacionalismos emergentes nos últimos anos. No entanto, se a maioria dos governos se torna contra as instituições europeias vão existir mudanças porque essa é a vontade das respectivas populações. O outro indicador é a possibilidade de haver reforma dentro das instituições, alterando a dinâmica europeia. 

O aspecto mais complicado não é a vontade de mudar as políticas europeias, mas terminar com o projecto político e económico da União Europeia. Isso é algo que se fala pouco porque todos se preocupam mais com as mudanças políticas em cada país. 


Sem comentários:

Share Button