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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Ensaio sobre Integração Europeia Parte IX

2.5 A forma como a União Europeia quer ficar ao lado da Ucrânia

A revolução de Maidan em Fevereiro de 2014 provocou profundas alterações no país. A oposição contestou a aproximação do presidente Viktor Yanuchenko à Rússia. A maioria da população manifestou nas ruas a intenção de ter uma relação mais forte com a União Europeia. O executivo não deu ouvidos aos pedidos e instalou-se uma guerra em plena praça da independência em Kiev.

A deposição do presidente Ianuchenko não foi bem acolhida no leste do país, maioritariamente favorável à Rússia, pelo que teve início uma revolução que se mantém. A divisão do maior país da Europa implica o nascimento de um novo país. No entanto, o que interessa à União Europeia é manter a parte que continua favorável à integração europeia.

A Ucrânia dava sinais claros de adesão ao clube europeu nos próximos anos, mas o conflito que ainda perdura, altera a vontade das duas partes. Neste momento existem relações próximas, sobretudo a nível comercial e militar. A União Europeia não quer perder a Ucrânia, e metade dos ucranianos precisa da ajuda europeia.

 A União Europeia ganha um aliado de peso se a Ucrânia continuar do lado europeu. Em termos políticos, a Rússia fica diminuída porque não tem nenhum país para estabelecer relações privilegiadas. A entrada da Ucrânia significa colocar uma parede nas intenções de Moscovo em dominar os países da região, tornando a economia russa bastante mais fraca e com necessidade de procurar outros parceiros fora do continente.
A adesão da Ucrânia será o momento mais importante da integração europeia no futuro por razões estratégicas.


 Continua na quarta-feira com o tema "Os problemas causados pela saída do Reino Unido da União Europeia"

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