quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A incapacidade da Europa gerar consensos

Os resultados nas duas eleições do último fim-de-semana são um bom motivo para a Europa acordar e gerar consensos, procurando unir em vez de criar mais divisões.

A União Europeia passa por um processo complicado devido ao surgimento de forças que pretendem realizar referendos sobre a manutenção de cada país no clube europeu. Na minha opinião, os dirigentes europeus não deveriam ter medo que cada Estado realizasse um escrutínio popular, já que, na maioria dos casos a opinião das pessoas nunca foi consultada. 

Se as instituições europeias mostrarem receio de aceitarem a realidade o mais provável é haver cada vez mais descontentamento, não apenas dos partidos ou dos responsáveis políticos nacionais, mas das populações. 

Não acredito na desintegração europeia após o Brexit. Os países não vão abandonar o clube europeu, mas haverá menos líderes ligados ao ideal europeu, com particular incidência no Sul da Europa onde se têm verificado bastantes alterações internas. 

A nível das instituições também estamos a assistir a mudanças com a eleição de partido ditos nacionalistas para o Parlamento Europeu. No fundo, tem sido por dentro que a União Europeia está a sofrer alterações, embora ainda não tenham chegado aos verdadeiros órgãos decisores. O Parlamento Europeu é importante, mas ainda tem pouco peso político. 

O grande desafio dos dirigentes passa por incluir todos os governos no projecto europeu, mas como se viu na reacção à eleição de Trump não vai ser esse o caminho. 

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