sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O Rio que mete água por todos os lados

Os timings dos anúncios de eventuais candidaturas à liderança do PSD por parte de Rui Rio são sempre num momento em que o líder social-democrata está em baixo. O antigo autarca do Porto nunca apresentou ideias novas nas alturas de vacas gordas para Pedro Passos Coelho. 

Apesar das várias hipóteses, Rui Rio nunca avançou porque tem o mesmo problema de Santana Lopes. Ou seja, só dá um passo em frente quando o clima está favorável para ganhar. As constantes hesitações do autarca mostram fragilidade política e medo de disputar eleições contra a actual liderança. O autarca espera um mau resultado do PSD nas autárquicas para ter o caminho livre, esperando uma saída de Passos Coelho. Como o líder social-democrata não vai abandonar o barco antes de novas eleições, Rio também não vai ser candidato em 2018 porque tem medo de ficar a ver navios, já que, o partido continuará com Passos Coelho.

As eleições autárquicas são fundamentais para o PSD e CDS. No entanto, nas últimas eleições locais o PS também obteve uma vitória, mas depois perdeu as legislativas, pelo que, não acredito na demissão de Passos Coelho mesmo que tenha uma derrota em 2017. O líder social-democrata já estabeleceu os objectivos para o próximo acto eleitoral em Portugal. 


Os discursos de Rio ao Diário de Noticias e à RTP 2 estão cheios de contradições porque diz que não está dependente das sondagens, mas só aparece quando o clima está desfavorável ao PSD, além de reforçar que é uma falta de coerência estar a apresentar uma candidatura sete meses depois de se ter disputado uma eleição interna. O melhor momento para ir a jogo era no princípio do ano, mesmo que no futuro tentasse novamente a liderança. 

Os constantes adiamentos só o prejudicam porque ninguém no PSD lhe vai dar a mão.

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