sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Ensaio sobre a Integração Europeia V parte

2.1 O presente e futuro da Integração Europeia

A evolução da integração europeia obriga a novos desafios a todos os membros, mas também aos cidadãos europeus.
O objectivo inicial de estabelecer a paz no continente não deve ser o único propósito, mesmo que alguns países estejam perto de aderir à União Europeia tragam estabilidade, como é o caso da Sérvia e da Ucrânia. A Turquia é um caso diferente, como será explicado num ponto seguinte.

Neste momento existem dois factores que devem ser importantes na integração europeia, como são as relações políticas e o desenvolvimento económico.
A União Europeia atravessa um clima de desconfiança política porque não existe consenso em várias matérias como a segurança, combate ao terrorismo, crise económica, a forma de responder ao Brexit, sendo que, os problemas dos cidadãos europeus estão a ficar para trás por causa da falta de resposta. Nos últimos anos não tem havido relações políticas porque a Alemanha e França dominam a agenda. As cimeiras são sempre marcadas pelo adiamento para mais uma reunião. Após a vitória do Brexit, houve apenas uma reunião entre os países fundadores das comunidades europeias, já que, não interessava a opinião dos restantes.

A melhoria das relações políticas é fundamental para a União Europeia ter uma voz. No entanto, a criação de cargos aumentaram as lideranças na instituição. Existem vários representantes que podem falar em nome de todos, mesmo não havendo um debate interno. Os discursos anuais apontam sempre para objectivos diferentes, não havendo uma linha ou ideia definida. Ninguém sabe quem manda na União Europeia e em todas as organizações tem de haver um líder. As relações políticas estão deterioradas porque já não existem encontros bilaterais, já que, Bruxelas controla todos os movimentos. Tem de haver uma melhoria nas aproximações políticas entre os países europeus, patrocinadas pela União Europeia. O diálogo não pode ficar apenas pelas cimeiras europeias para tentar estancar uma crise.

A Europa vive problemas complicados a nível económico. O crescimento é praticamente nulo e o Euro não cumpriu a função para o qual estava destinado. As políticas económicas europeias falharam, mas foram os Estados-Membros que tiveram de diminuir o nível de vida dos cidadãos.
O combate ao desemprego, às desigualdades, e à falta de oportunidades numa Europa unida e moderna são elementos que precisam de estar no topo da agenda da integração europeia. Uma Europa falida não vai ter capacidade para atingir a paz nem melhorar as relações políticas. Haverá mais problemas e forças desestabilizadoras que destroem o ideal europeu num instante. Se a Europa também não crescer a nível económico, os blocos externos como os Estados Unidos, Rússia e os países asiáticos vão aproveitar as fragilidades para se tornarem mais competitivos. À medida que nascem blocos políticos e económicos, a União Europeia continua sem resolver problemas simples como a falta de emprego e a criação de mais oportunidades.



 Continua na segunda-feira com o tema "Espanço Schengen e Zona Euro como espaços de integração europeia"

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