segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Ensaio sobre a Integração Europeia Parte I

O nascimento das Comunidades Europeias surgiu após a Segunda Guerra Mundial com o propósito de estabelecer a paz na Europa entre as nações que estiveram envolvidas no conflito. A dimensão do projecto permitiu o alargamento do ideal europeu a vários países desde a fundação até à segunda década do século XXI, mas apenas seis países têm a honra de pertencerem ao clube dos fundadores, como é o caso da França, Alemanha, Itália, Bélgica, Luxembourgo e Holanda ou Países Baixos.

A partir dessa altura, houve várias etapas de integração que culminaram com o alargamento a outros países porque a ideia de paz, que esteve na base da ideia original, tinha de se estender a outros países. O primeiro alargamento acontece em 1973 com as entradas da Dinamarca, Reino Unido e da Irlanda. Nos anos 80, chegam a Grécia, Espanha e Portugal, sendo que, os gregos aderiram em 1981 e os países ibéricos estiveram lado a lado na adesão de 1986. O clube europeu só iria ter mais membros em 1995 com a adesão da Áustria, Finlândia e Suécia. No entanto, a primeira década do século XXI registou o maior alargamento da história com a entrada de 12 países em duas fases diferentes. A primeira aconteceu em 2004 com a adesão de Chipre, Malta, República Checa, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, Eslováquia e Eslovénia. As novidades continuaram com a adesão da Bulgária e Roménia em 2007. O último país que aderiu à União Europeia foi a Croácia em 2013.

O processo de alargamento não terminou porque ainda faltam alguns países, nomeadamente nos Balcãs. A Sérvia deverá ser o próximo país a entrar no clube europeu. No entanto, existem duas questões relacionadas com o tema que merecem reflexão como é o desejo de integrar a Turquia na União. A situação na Ucrânia também deve ser analisada no ponto dedicado ao futuro da integração europeia.

(Continua na quarta-feira com o tema "Tratados")

Sem comentários:

Share Button