terça-feira, 4 de outubro de 2016

Presidente dos Estados Unidos contra o líder do Mundo Livre

As eleições norte-americanas surgem num momento especial, em que a política externa não tem influência de outros tempos e aumentaram os inimigos dos Estados Unidos.  

A posição dominante no Mundo mantida desde os anos 90 tem os dias contados. Barack Obama teve de utilizar a diplomacia para defender os interesses norte-americanos em algumas regiões. A força militar não é a mesma e algumas potências cresceram em termos de influência, como é o caso da Rússia. No Médio-Oriente não foi possível deitar abaixo o regime Bashar-al-Assad, como aconteceu facilmente no Iraque de Saddam Hussein.

Os Estados Unidos não podem pensar em actuar sozinhos porque vão perder, mas também nunca irão estar integrados numa organização. As vitórias de Obama nas negociações com o Irão e no reatamento de relações com Cuba obedecem aos dois critérios. Isto é, os norte-americanos já não conseguem implementar a força, sendo que, também não querem contar com a ajuda dos outros. 

Nesta eleição, temos um candidato que pretende ser Presidente dos Estados Unidos e outro que quer ser líder do Mundo Livre. Donald Trump entende que os Estados Unidos não têm que ser o polícia do Mundo, estando mais preocupado com as questões internas. Por seu lado, Hillary Clinton acredita no regresso dos Estados Unidos à liderança mundial em vários sectores. O militar é um deles. 

Nesta questão, Clinton difere bastante de Barack Obama porque vai exigir o cumprimento das reformas iniciadas por Obama, utilizando mais do que a via diplomática, em particular no acordo nuclear iraniano e na mudança de políticas em Cuba. 

Os norte-americanos sempre tiveram a ideia que dominavam o Mundo, mas também já perceberam que os tempos mudaram e que os inimigos têm capacidade para atingir os Estados Unidos. As pessoas não querem o país envolvidos em guerras e assuntos que não lhe pertencem, pelo que, Trump tem vantagem sobre a adversária neste aspecto. 

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