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domingo, 16 de outubro de 2016

Olhar a Semana - Ano complicado para o governo

O Orçamento de Estado para o próximo ano não deverá ser chumbado, mas é o primeiro teste de António Costa como primeiro-ministro porque algumas exigências do BE e do PCP, como o aumento das pensões não foram totalmente cumpridas.

Em vésperas de eleições autárquicas também vai subir o tom de contestação contra o governo. A gestão das candidaturas do BE e do PCP tem de ser feito com cuidado para não estragarem a relação com o governo e não deixar que a direita aproveite qualquer problema. 

A única forma do PS manter bloquistas e comunistas calados nos próximos meses passa por estabelecer coligações em várias Câmara Municipais, à semelhança do que PSD e CDS fizeram sempre que estavam no governo. No entanto, isso vai ser complicado devido à actual natureza do acordo entre os três partidos porque não se trata de nenhuma coligação pré ou pós-eleitoral. 

A vontade do PCP manter alguns municípios também impede qualquer aliança com o PS e mesmo com o Bloco de Esquerda. Nunca haverá entendimentos entre comunistas e bloquistas. 

Se o primeiro-ministro conseguir obter uma vitória nas autárquicas e conseguir a aprovação do OE para 2018, a legislatura será cumprida na totalidade. Caso contrário, a pressão para eleições antecipadas começa no final de 2017. Costa também pode fazer uma jogada à la Sócrates e pedir a demissão culpando os partidos pela crise política que se avizinha. 

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