quarta-feira, 14 de setembro de 2016

União sem liderança nem rumo

O Parlamento Europeu reinicia os trabalhos com o debate sobre o Estado da União Europeia. O Brexit não é único problema que os 27 Estados-Membros vão ter de enfrentar no futuro. O maior desafio será o combate ao terrorismo e aplicar as leis europeias sem cair no erro de criar uma guerra com o islão. 

À medida que surgem novos atentados, a Europa tem tendência a encerrar fronteiras. A recente lei sobre a utilização do burkini em França não é um bom indicador sobre o que poderemos esperar no futuro. 

A saída do Reino Unido da União Europeia vai obrigar a um esforço maior no que diz respeito às relações comerciais e políticas. A Europa tem de ter um líder que seja capaz de falar com os Estados Unidos, países asiáticos e as economias emergentes. Não podemos continuar a dar a responsabilidade total aos alemães e franceses. Alguns países como Espanha e a Itália têm de aproveitar a dimensão territorial para criarem novas soluções. 

A Alemanha e a França não têm capacidade para dar dimensão à União Europeia numa altura em que a Casa Branca pode ficar nas mãos de Trump. Uma vitória do empresário significa que a UE fica encurralada e sem apoios no Atlântico e no Oriente, já que, Putin continua a ser a pessoa mais detestada no continente.

Ainda existe autoritarismo na governação da União Europeia, sobretudo a nível dos países mais influentes e não propriamente dentro das instituições. A insignificância do Presidente da Comissão Europeia e das decisões tomadas pelo Conselho Europeu tornam as instituições pouco credíveis. 

O próximo ano será exigente devido aos actos eleitorais nos dois países mais importantes, mas as questões relacionadas com o nacionalismo na Escócia e na Catalunha não são apenas problemas do foro interno do Reino Unido e da Espanha. 

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