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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sem aliança em Lisboa

Não percebo a indignação ou tentativa de pressão de alguns dirigentes do CDS para o PSD abdicar de ter um candidato à Câmara Municipal de Lisboa. A candidatura de Assunção Cristas não é a melhor opção porque em 2019 vai concorrer à liderança do partido. É verdade que António Costa também saltou do Município para o Largo do Rato, mas a líder centrista ainda tem muito caminho para percorrer, pelo que, não pode passar a imagem de alguém que está apenas interessada em testar a popularidade. 

O PSD não deve cair na tentação de se deixar condicionar pelo anterior parceiro de coligação porque o CDS pretende espaço para a líder apalpar a popularidade. Quem fica a ganhar serão sempre os centristas e nunca os sociais-democratas que perdem uma oportunidade para recuperarem a autarquia mais importante do país. A escolha do nome tem de ser bem pensada porque uma vitória em Lisboa abre boas perspectivas de vencer as legislativas, independentemente do ano em que se realizarem.

A liderança de Assunção Cristas tem tido posições distintas na aproximação ao PSD. Após o congresso ficou visível que ninguém queria ficar colado aos sociais-democratas, mas sobretudo a Passos Coelho. Agora já precisam do apoio da actual liderança. O único aspecto que continua igual são as sondagens. A jogada política de Cristas não vai trazer resultados positivos. 

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