A bancada parlamentar rebelde do Partido Trabalhista nunca esteve com o líder. É verdade que Jeremy Corbyn deu liberdade aos seus pares, mas o cacique dentro do parlamento foi evidente ao longo do último ano.
O resultado do Brexit foi aproveitado pelos parlamentares para mudar a liderança do partido. Tendo em conta que os trabalhistas também estavam divididos entre a manutenção e a saída da União Europeia, não se pode culpar o líder pelos números. No entanto, houve outras situações que mereceram análise negativa, como as eleições locais e na Escócia.
Na minha opinião, o grande problema de Corbyn foram as guerras que comprou relativamente a alguns assuntos como os bombardeamentos na Síria, a renovação do programa nuclear Trident e o serviço nacional de saúde. Nestas ocasiões, o líder nunca teve o apoio da bancada, sobretudo na questão da Síria onde se destacou o ministro sombra dos Negócios Estrangeiros, Hillary Benn. Sempre que alguém se destacava no parlamento, Corbyn entendeu que se tratava de uma ameaça ao lugar que ocupa. A verdade é que o opositor do líder é um desconhecido chamado Owen Smith.
Os trabalhistas não podem cair na tentação de pedir eleições legislativas antecipadas. Contudo, isso só deverá acontecer se Smith ganhar o acto eleitoral.
As grandes divisões no partido aconteceram a nível parlamentar, sendo que, os anteriores líderes também ajudaram a denegrir a imagem de Corbyn. Neil Kinnock e Tony Blair têm sido os principais rostos da oposição interna, embora a actual liderança esteja segura no seio do establishment.

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