sexta-feira, 2 de setembro de 2016

O primeiro dia do terceiro acto eleitoral

O parlamento espanhol vota pela segunda vez o programa de governo apresentado pelo governo liderado por Mariano Rajoy. Na primeira votação, o PP conseguiu 170 votos a favor e 180 contra. No entanto, a posição do PSOE não vai mudar e por isso, o país vai entrar novamente numa crise política.

Em circunstâncias normais, o Rei Felipe VI chamava o líder da oposição para tentar formar governo. O problema é que Sánchez não tem alternativa, apesar do apoio demonstrado pelo Ciudadanos após as eleições de 26 de Junho. Mesmo assim, o PSOE precisa de mais uma força que se chama Podemos. Não será agora que os dois partidos se vão entender porque o partido de Pablo Iglésias pretende mais poder.

Se o Rei de Espanha chamar Sánchez está a perder tempo, pelo que, o melhor é marcar novas eleições. Não existe outra hipótese senão recorrer a novo acto eleitoral porque será a única forma de se arranjar uma maioria. Enquanto os actuais líderes partidários continuarem no poder, o resultado poderá ser sempre igual, independentemente do número de eleições que se venha a realizar, ultrapassando recordes que se poderão ter batido em países pouco desenvolvidos. Caso o Chefe do Estado tivesse poder, talvez assumisse as rédeas do jogo, mas a actual situação também revela falta de capacidade de Felipe VI para lidar com a crise. Na minha opinião, Marcelo Rebelo de Sousa tinha capacidade para resolver a questão se Portugal estivesse na mesma situação do país vizinho.

Não há volta a dar. Em Dezembro haverá novas eleições legislativas em Espanha com os mesmos actores responsáveis pela crise política.

Sem comentários:

Share Button