quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Mais uma estratégia errada da União Europeia

A corrida para secretário-geral das Nações Unidas fica ensombrada pela entrada a meio da búlgara Kristalina Georgieva para evitar a vitória de António Guterres. 

A candidata conta com o apoio da União Europeia, em particular da Alemanha.

A necessidade da União Europeia meter a mão em tudo confirma-se nesta corrida electrizante. António Guterres é um cidadão europeu, mas não vai actuar apenas pelos interesses do bloco, enquanto Kristalina vai ter esse papel. Percebe-se a ideia de Merkel e companhia, mas as Nações Unidas são cada vez menos um lugar onde é importante estar para obter benefícios. O secretário-geral tem de ter uma posição activa, mas ao mesmo tempo apaziguadora. 

O grande problema desta União Europeia passa por tentar recolher benefícios nos assuntos que intervém. Por isso mesmo não tem chegado a consensos. Ou seja, o bloco tem de estar unido para defender os interesses dos mais poderosos, pretendendo fingir que actua unido e no fundo só alguns ficam a ganhar. 

Isto é o que se passa nesta questão de última hora. O objectivo passa por ter um secretário-geral com funções políticas do que humanitárias. António Guterres será um líder no terreno e com preocupações de paz e humanas. 

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