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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Corbyn reforça o poder

Os trabalhistas reelegeram Jeremy Corbyn para continuar como líder num resultado que envergonha os deputados contestatários que aproveitaram a demissão de David Cameron após o referendo para lançarem a candidatura de Owen Smith. 

A diferença de votos não deixa margem para dúvidas. Corbyn ganhou respeito e poder sobre a bancada em Westminster. A partir de agora os que não estão com a actual liderança devem abandonar o cargo que ocupa. Mesmo uma vitória à tangente conferia legitimidade ao líder, sendo que, os números reforçam a estratégia. 

A jogada dos deputados trabalhistas foi um erro porque não fazia sentido colocar em causa a liderança só para aproveitar a suposta falta de legitimidade de Theresa May como primeira-ministra para convocar eleições antecipadas. Não conseguiram ocupar o poder dentro do partido e também não irão convencer Corbyn a pedir a antecipação das legislativas que se realizam em 2020, nem sequer a realização de um novo referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia.

O líder confirmou que iria seguir a mesma linha, pedindo união dentro do partido. Não sei se vai acontecer, mas aqueles que continuarem com os jogos de sombras devem ser afastados porque os resultados eleitorais têm de ser respeitados. Não se pode admitir mais uma revolução após a votação, tendo em conta que se trata de um grupo minoritário Corbyn tem o apoio dos sindicatos e dos militantes que construíram a força do Labour, embora as vozes de Tony Blair e Neil Kinnock, bem como de alguns dirigentes como Alan Johnson serão sempre ouvidas.  

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