segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A semana mais importante para o Partido Trabalhista

No sábado o Partido Trabalhista escolhe o novo líder. Os trabalhistas vão optar entre a continuidade de Jeremy Corbyn ou a alternativa proposta por Owen Smith. 

Os dois são apoiados por diferentes facções do partido. O actual líder conta com o suporte dos membros mais importantes e dos sindicatos, enquanto Smith tem na mão a maior parte do grupo parlamentar, tendo sido, por esta via que nasceu a candidatura. 

O que está em causa nestas eleições é a unidade do partido porque em termos eleitorais não será possível antecipar as eleições legislativas que se vão realizar em 2020. A maioria conservadora está bastante sólida. Apesar de não haver união, o Labour continua a ser um partido forte, pelo que, a sua existência ainda não está em causa. O que separa as várias facções é a ideologia que o partido deve seguir, já que, as duas últimas lideranças foram criticadas por se centrarem muito à esquerda. Ed Miliband e Jeremy Corbyn tiveram de viver com a sombra de Tony Blair. 

Não havendo uma liderança para disputar eleições, resta atacar os problemas internos e ter uma posição sobre o Brexit. No primeiro caso, a política dos conservadores tem sido fantástica em diversos pontos. Não é fácil ao Partido Trabalhista liderar um assunto porque o governo está a fazer um bom trabalho desde o legado de Cameron e os primeiros sinais de Theresa May mostram preocupação com a imigração. No plano externo, os conservadores também vão recolher os frutos de cumprirem a vontade dos britânicos, mesmo que seja uma saída light como chamou a nova líder do UKIP.

O caminho dos trabalhistas não será fácil, independentemente de quem seja o líder. A opção por Owen Smith significa que tudo volta ao ponto zero, mas a manutenção de Corbyn só garante estabilidade no grupo parlamentar por pouco tempo.  

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