quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Washington fica ao lado de Erdogan

A recente visita de Joe Biden à Turquia é uma manifestação de apoio ao presidente Recepp Tayyip Erdogan na luta contra o terrorismo, mas também no recente pedido para os Estados Unidos extraditarem Fethullah Gulen na sequência dos pedidos do líder turco após o golpe de Estado em Julho.

Os Estados Unidos não poderiam adoptar uma posição neutra nesta situação complicada. Obviamente que a Administração norte-americana deu um sinal de que está ao lado de Erdogan. Quando se fala em competência do poder judicial para iniciar um processo contra Gulen mostra que Washington cedeu às pressões de Ankara, mesmo que o clérigo venha a ser ilibado e continue nos Estados Unidos. Duvido que isso aconteça. 

A Turquia é um dos maiores aliados dos Estados Unidos, em particular na luta contra o terrorismo. A presença de militares norte-americanos no país para ter acesso aos pontos mais importantes da região tem de continuar. 

Embora os dois países nem sempre estejam de acordo, acabam por voltar a apertar as mãos em nome do interesse mútuo. Os Estados Unidos asseguram uma base militar para controlar os conflitos no Médio-Oriente e os turcos ficam com as costas seguras em termos políticos e económicos. 

A partir deste momento, o processo de extradição de Gulen será acompanhado ao pormenor. A Casa Branca quer fazer tudo bem feito para não estar envolvida directamente, mas dificilmente Obama vai ser ilibado de ter ficado ao lado do presidente Erdogan. 

Sem comentários:

Share Button