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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Quem cria as expectativas

Os Jogos Olímpicos são sempre encarados com enorme expectativa devido à prestação dos atletas portugueses. De quatro em quatro anos o país espera e desespera por medalhas dos nossos olímpicos, como acontece sempre nos grandes torneios de futebol. Ora, no Euro 2016 conseguimos trazer o caneco, mas a realidade dos jogos é bastante diferente por causa do nível desportivo em Portugal. 

A pressão para alcançar medalhas não parte apenas de uma comunicação social ávida por notícias que transmitem o orgulho nacional. Os atletas olímpicos normalmente nunca têm um discurso realista, passando uma mensagem falsa daquilo que poderá ser o resultado final. Isto é, nem sempre a ambição corresponde às reais capacidades do atleta. Os dois grandes exemplos daquilo que escrevo é a judoca Telma Monteiro e o ciclista Rui Costa. A judoca nunca venceu uma medalha olímpica, apesar dos excelentes resultados em campeonatos do Mundo e da Europa. A portuguesa revela ambição, mas no tapete fica sempre pelo caminho. O ciclista Rui Costa obteve excelentes resultados no período que antecedeu os jogos, embora a prestação na Volta à França tenha sido um sinal negativo para a prova nos Jogos. No entanto, Rui Costa preferiu iludir os portugueses em vez de assumir que não estava em condições. 

Na minha opinião são os próprios atletas que criam expectativa num bom resultado. A prova disso é a forma como encaram os dias antes da competição, com tempo de antena excessivo sem terem obtido qualquer resultado, sendo que, após as más prestações não querem dar a cara. 

Existem outros aspectos que estão na base dos maus resultados, mas o que importa analisar é a forma como os atletas encaram a maior competição desportiva do mundo. 

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