quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Partido Trabalhista com pouco futuro

A entrada em cena de Owen Smith na corrida à liderança do Labour deveu-se à revolta de alguns deputados que aproveitaram a demissão de David Cameron de primeiro-ministro para substituir a liderança e pressionar os conservadores, a opinião pública e publicada para a necessidade de novas eleições gerais. 

O grupo de parlamentares, que se manifestou contra as posições de Jeremy Corbyn, quer assaltar a liderança do partido contra os militantes mais influentes e os sindicatos. 

Neste momento existe uma guerra cega pelo poder dentro do partido por várias facções. Os deputados são a facção menos poderosa, mas aquela que tem mais importância e responsabilidade. Não querem estar subjugados às decisões do establishment e à influência dos sindicatos, pelo que, decidiram abrir um conflito. 

O actual líder só está no poder por causa dos dois movimentos. Nem mesmo Ed Miliband teve hostilidade constante dentro do grupo parlamentar.

Na minha opinião o passo dado pelos deputados não vai resultar e terá consequências negativas. Se Owen Smith vencer não acredito que haja eleições antecipadas porque os conservadores estão mais fortes do que nunca e a decisão de respeitar o Brexit será recompensada nas urnas. Smith chega às eleições gerais sem ter feito oposição. No caso de Jeremy Corbyn continuar, os deputados não vão trabalhar com ele e os conservadores também continuam no poder com forte probabilidade de ganhar as eleições em 2020. 

O Partido Trabalhista corre um sério risco se não tiver uma agenda de esquerda mais virada para os problemas das pessoas. É verdade que Corbyn tem sido porta-voz de algumas medidas sociais, mas falta chegar a outro sector da sociedade e não apenas às classes trabalhadoras. 

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