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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Não há silly season

A chamada Silly season tem sido pobre por causa do flagelo dos incêndios. Mais uma vez a política fica sem chama. 

O único momento interessante foi a questão das viagens ao Euro 2016, mas como a polémica apanhou deputados do PSD tudo ficou esquecido. De facto, o assunto não deveria ter merecido mais do que uma linha, mas no nosso país tudo o que rapidamente começa nas redes sociais chega aos media tradicionais. 

A falta de questões políticas fez com que os fogos florestais tivessem sido aproveitados pelos partidos, em particular o incêndio da Madeira. A líder do Bloco de Esquerda também sentiu necessidade de in loco verificar os estragos. O problema é que Marcelo Rebelo de Sousa antecipou-se a tudo e todos. Na minha opinião é urgente que haja algum assunto da moda para esquecermos os resultados vergonhosos dos olímpicos portugueses no Rio de Janeiro. O desporto nacional continua a obter maus resultados de quatro em quatro anos e ninguém quer saber disso porque sempre foi uma questão menor para o Estado.

O início dos trabalhos políticos promete. A grande figura do próximo ano será Marcelo Rebelo de Sousa, apesar de estarmos em vésperas de autárquicas. Neste ano, a liderança de Passos Coelho será questionada até ao dia das eleições e a de António Costa só continua segura após o acto eleitoral. 

Os Verões políticos após e antes a realização de eleições nunca são animados. 

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