sábado, 6 de agosto de 2016

Entrevista a Felipe Pathé Duarte


Os atentados terroristas de Paris e noutros locais do mundo desencadearam uma nova vaga de publicações sobre as motivações dos jihadistas. O professor Felipe Pathé Duarte lançou em Setembro o livro "Jihadismo Global: Das palavras aos actos" com o intuito de questionar a estratégia utilizada pelos grupos que actuam na Síria e no Iraque. 


Como é que vai acabar o processo militar e político na Síria?

A Síria vai acabar por ficar dividida no final do conflito, embora não se saiba em quantas partes por causa da incógnita relativamente ao papel de Bahar al-Assad. Antes da intervenção russa seria fácil chegar a uma conclusão, mas agora tenho alguma dificuldade em perspectivar como será o final. Neste momento, temos as áreas de influência de curdos peshmergas, do Exército Livre Sírio e do jihadismo. Dentro desta existem as zonas ocupadas pelo Al-Nusra e o Estado Islâmico. A zona curda não vai sofrer alterações. Por outro lado é necessário perceber qual será o papel de Assad no futuro e se integra o Exército Livre Sírio. No entanto, é arriscado prever o que vai acontecer ao país nos próximos meses.

No plano político qual será o futuro do país?

Há um roteiro para a saída de Bashar al-Assad que culmina com a realização de eleições nos próximos 18 meses. Contudo, Assad pode continuar no poder.

No caso de se verificar a última hipótese?

Pode acontecer que haja uma área de influência apoiada pelo Irão e Rússia e outra dominada pelos norte-americanos, além de uma zona controlada pelos turcos no nordeste da Síria.

A estratégia dos Estados Unidos não é a mais correcta?

Os Estados Unidos falharam o combate ao Estado Islâmico porque fizeram 8 mil raides aéreos, gastaram 2 mil milhões de dólares e nada aconteceu. Tem que haver tropas no terreno. Obama tem o anátema de ter ganho o Prémio Nobel da Paz, o que bloqueia qualquer tipo de intervenção.

Qual é o papel da Rússia neste conflito?

Putin está a disparar porque se quer assumir internamente e a nível internacional, além de tentar ocupar os buracos deixados pelo facto de não haver uma intervenção ocidental.

E dos países locais?

Têm um papel fundamental porque as forças internacionais têm de estar autorizadas pelas potências regionais, uma vez que, são as principais instigadoras do conflito. O Irão, Turquia e Qatar precisam de se empenhar no processo de intervenção ocidental, não só a nível militar, mas também na reconstrução que garante estabilidade na região.

Defende a saída ou a manutenção de Bashar al-Assad?

Há dois anos havia margem para Assad sair, mas isso não aconteceu. Neste momento não vejo qual será o governo de transição. Não sei até que ponto uma retirada de Assad poderá desequilibrar na totalidade aquela região.

O actual cenário favorece a influência do Estado Islâmico?

Não se consegue erradicar totalmente o Estado Islâmico, já que, existe a forte possibilidade de bolsas de ressentimento. A principal característica deste tipo de grupos é a provocação do inimigo no seu território para haver uma resposta que favoreça os guerrilheiros. Há uma forte hipótese da intervenção militar aumentar a actividade jihadista.

Os recentes atentados são uma forma de provocação?

Os ataques de Paris podem ter sido uma provocação dos jihadistas para criar uma guerra na região e justificar um conflito internacional. Não estamos a falar de uma acção de destruição pela destruição. A instrumentalização da violência visa desencadear reacções no inimigo que sejam favoráveis aos jihadistas.

Quais são as motivações dos jihadistas?


O Estado Islâmico continua o trabalho da Al-Qaeda, mas sem o apanágio, assumindo uma natureza violenta e destruidora. Tem uma visão quase apocalíptica. Pretendem uma alteração da ordem internacional que visa a desestabilização dos poderes, através de um processo de subversão armada. Estamos perante uma tentativa de um grupo subversivo cujo objectivo principal passa por alterar a ordem internacional em nome da criação do Califado com sede em Bagdade. 

(Continua em Interview by

1 comentário:

Portuguesito disse...

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