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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

E se forem todos iguais?

A viagem do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais a dois jogos da selecção nacional no Euro 2016 anima uma época em que todos estão a banhos e ninguém quer saber dos números do défice, desemprego ou outra coisa. 

Os convites por parte das empresas a governantes é uma prática habitual que atinge todos os quadrantes políticos. O problema também atinge outras áreas. No fundo, aproveitar uma borla não tem mal nenhum, mas há quem utilize uma posição favorável para gozar de alguns privilégios que só podem ser acedidos pelo cidadão comum por via do próprio bolso. 

Neste país, existe um sector da sociedade, no qual estão incluídos os políticos, que conseguem ter acesso a tudo e mais alguma coisa por causa do cargo que ocupam ou simplesmente porque andaram a fazer favores. Ao longo dos anos temos vindo a assistir a um abuso relativamente a estas situações, como comprovam as notícias do pagamento a três deputados sociais-democratas do bilhete da final do torneio, sendo que, um deles é líder parlamentar. 

Não será por causa de um código de conduto inventado pelo governo socialista que as situações como esta vão continuar a acontecer sem serem noticiadas porque faz parte do ADN do governante português. Aproveitar o estatuto para aceitar convites que permitem algum lazer. Note-se que o primeiro-ministro e o ministro das Finanças são espectadores assíduos nos jogos de futebol do Benfica na Luz. 

A questão das viagens de Fernando Rocha Andrade ao Euro 2016 é um argumento a favor daqueles que consideram os políticos todos iguais. 

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