O líder do Partido Trabalhista está cada vez mais sozinho na corrida à liderança. Os apoios mais importantes começam a juntar-se à candidatura de Owen Smith.
Nos últimos dias Sadiq Khan e Kezia Dugdale manifestaram a intenção de votar em Smith. O caso do presidente da Câmara Municipal de Londres é mais interessante porque Corbyn esteve empenhado nas últimas eleições locais, reclamando uma vitória com a eleição de Khan para Londres.
A campanha no referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia foi o fim de Corbyn, por causa da falta de empenho e não devido ao resultado final.
Apesar do isolamento, Corbyn tem o apoio dos membros do partido e dos sindicatos, dois sectores com importância nos trabalhistas e que são a principal força do partido. O problema é que a bancada parlamentar recusa trabalhar com a actual liderança, o que constitui uma vantagem para os conservadores, que se encontram unidos após as eleições internas. Sem o apoio dos deputados, o líder dificilmente consegue fazer oposição, já que, o parlamento é um palco importante na vida política britânica. As notícias mais importantes sobre os trabalhistas não podem ser as constantes rebeliões do grupo contra Corbyn. Aliás, foram os deputados que abriram o processo de liderança com uma moção de não confiança após a demissão de David Cameron.
A nível mediático e dos apoios, Corbyn está isolado sem conseguir passar uma mensagem de união, competência e empenho no cargo.

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