quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A pequena vingança de Trump

A falta de união dentro do Partido Republicano continua a ser visível, mesmo após a Convenção de Cleveland. O candidato à Casa Branca recusa apoiar as candidaturas de Paul Ryan ao Congresso e de John McCain ao Senado norte-americano. Ora, se a falta de suporte ao senador do Arizona era expectável, não se percebe porque Trump não apoia Ryan, já que, o líder do Congresso tem sido um dos principais responsáveis pela tentativa de unir o partido após a nomeação do empresário. 

O milionário está a vingar-se daqueles que lhe colocaram dificuldades durante as primárias e mesmo após a Convenção. A atitude não beneficia ninguém porque Trump pode ter que trabalhar com o Congresso maioritariamente republicano após as eleições de Novembro. A relação entre a Casa Branca e o Congresso pode ser bem mais difícil do que nos últimos anos da liderança Obama em que os republicanos ganharam lugares importantes na Câmara dos Representantes e no Senado. 

É verdade que Trump demonstrou apoio aos candidatos republicanos que concorrem contra Ryan e Mccain naquelas localidades, mas poderá ter que fazer declarações públicas a favor dos dois caso conquistam os lugares do Wisconsin e do Arizona. Neste momento, o candidato presidencial aplica a velha máxima "a vingança é um prato que se serve frio", tendo esperado pelo momento certo para atacar os que sempre criticaram. É um direito que lhe assiste, mas uma vez nomeado, tem de ter outra postura e atitude perante os críticos e não arranjar oportunidades para se vingar. 

Na minha opinião, seria importante haver uma alteração de atitude de Trump que não significa mudanças no discurso e nas propostas. 


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