sexta-feira, 22 de julho de 2016

Quando as vinganças (politicas e não só) correm mesmo muito mal

O discurso de Ted Cruz na Convenção Republicana estava cheio de vingança. A explicação não foi feita no local, mas após a atitude ter sido vista em todo o mundo. Ted só teve coragem de dizer porque fez aquilo nas costas de Trump.

A justificação do senador do Texas não cola porque existe mais rancor em relação a Trump do que apenas uma zanga por causa de palavras menos correctas entre os dois. Recorde-se que Cruz não teve palavras simpáticas para Melania Trump. O insulto não devia fazer, mas infelizmente continua a ser uma arma política, sobretudo para os desesperados. Quem perde são os eleitores que não sabem o valor político de cada candidato.

O problema de Cruz relativamente a Trump também tem a ver com a escolha dos republicanos. O senador do Texas nem sequer deu luta ao empresário, acumulando várias derrotas. A culpa não é apenas dele, mas do Tea-Party que continua sem dominar os republicanos. 

A vingança de Cruz sobre Trump é uma daquelas que correu mal ao vingador. Isto é, quem teve a iniciativa do acto de prejudicar outrem. Não só pela reacção dos delegados em Cleveland. A partir de agora não há mais espaço de manobra para o senador do Texas voltar a ser candidato à Casa Branca. Se o fraco valor político tinha sido rejeitado nas primárias, o público em geral conheceu o carácter. No Senado a situação não fica famosa porque se Trump chegar à Casa Branca tem de gerir o relacionamento com o Presidente. No entanto, se o milionário perder o Congresso deve ficar nas mãos dos republicanos, o que também constitui um problema porque Cruz mostrou mais uma faceta negativa. 

Talvez estejamos perante a queda do Tea-Party enquanto corrente dos republicanos. Pode ser que nasça um partido autónomo com Ted Cruz à cabeça. Contudo, a partir de hoje ninguém vai esquecer o discurso em Cleveland. já que, as ideias políticas foram zero. 

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