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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Previsível e sem emoção

A nomeação de Donald Trump como candidato oficial do Partido Republicano às eleições gerais em Novembro decorreu sem emoção, apesar de algumas faltas. No entanto, lá como cá, também se costuma dar mais importância aos que não apoiam do que aqueles que estão ao lado do empresário. 

A frustração de alguns, em particular dos derrotados Jeb Bush e John Kasich revelam que há maus políticos em qualquer lado, mesmo na quase perfeita democracia norte-americana. O problema é que Trump não precisa de pessoas que façam figura de corpo presente porque é precisamente contra isso que o discurso acentua. 

O caminho de Trump desde o início até ao dia de confirmação oficial foi irrepreensível com vitórias sucessivas, pelo que, não estranha o apoio do establishment republicano. Neste particular, Paul Ryan esteve muito bem ao tentar unir o partido. Na minha opinião, os republicanos não precisam dos ex-presidentes Bush, principalmente de George W. A população ainda não perdoou alguns erros cometidos pelo último presidente republicano. Quanto a Mitt Romney, os números dizem que falhou duas eleições presidenciais. Nem vale a pena lembrar que Jeb Bush e John Kasich tiveram exibições sofríveis nas primárias, sendo que, se os dois tivessem tido a mesma atitude de Owen Smith e Angela Eagle no Partido Trabalhista britânico, talvez o empresário não vencesse a eleição ou tivesse de mudar o chip. Isso não aconteceu porque cada um pensou unicamente no umbigo. A manutenção de Kasich após o último lugar em cada primária foi surpreendente. 

Neste momento, o Partido Republicano é de Donald Trump e nem sequer pertence ao establishment.

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