quinta-feira, 14 de julho de 2016

O primeiro erro de Theresa May

A nova primeira-ministra britânica, Theresa May, concedeu a Boris Johnson um prémio pela vitória no Brexit, mas também por não ter sido candidato à liderança do Partido Conservador. 

A pasta dos Negócios Estrangeiros será fundamental para o governo britânico num contexto em que as relações internacionais vão ser bilaterais e não através da União Europeia. O que Johnson vai fazer com os homólogos europeus para contrariar o discurso anti-Europa demonstrado na recente campanha eleitoral. 

Ao mesmo tempo, o antigo presidente da Câmara Municipal de Londres também fica numa posição para ser mais um elemento de contestação, à semelhança do que aconteceu na era David Cameron. Ninguém duvida que Johnson ainda pretende ser líder do partido. As próximas eleições são em 2020, mas existe possibilidade de serem antecipadas, podendo haver um desejo de conquistar a liderança. 

Tenho a certeza que o barulho provocado por Johnson irá continuar, apesar das constantes promessas de união. O mais engraçado é o facto de estar sozinho no governo, já que, Michael Gove não integra o novo executivo. 

A saída de David Cameron traz novos desafios para o Partido Conservador. 

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