sexta-feira, 8 de julho de 2016

O habitual passar a culpa para o outro

A imposição de sanções a Portugal pela Comissão Europeia devido ao défice excessivo não uniu os partidos políticos. Em vez disso temos assistido ao habitual passar as culpas, como é natural no nosso país. Numa altura em que todos deviam defender os interesses de Portugal, a direita e a esquerda prefere atacar-se mutuamente. O único que mantém uma boa atitude é o Presidente da República e tenho a certeza que será a voz que vai defender Portugal, através do Primeiro-Ministro.

A verdade é que não existe nenhum assunto que consiga unir as principais forças ideológicas. Mais uma vez o discurso do passado ou do "De quem é a culpa" sobressai para esconder responsabilidade, seja antigas ou actuais. O anterior governo não atingiu as metas do défice, mas o actual também não conseguiu resolver alguns problemas. 

Nesta altura todos deviam estar interessados na defesa dos interesses do país, delegando em Marcelo Rebelo de Sousa falar com as instituições europeias. Talvez seja isso que está a fazer nos bastidores, pelo que, não são necessárias cartas. Duvido que Costa consiga convencer a Comissão Europeia. 

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