quarta-feira, 13 de julho de 2016

Marcelo abriu um precedente

A polémica em torno das condecorações desportivas tem novamente Marcelo Rebelo de Sousa como protagonista. Não está em causa as normais felicitações à selecção portuguesa de futebol. O problema é o aproveitamento político que se fez da vitória no Euro 2016, o que não acontece com as outras modalidades. 

É normal que os atletas que se esforçam em nome do país também queiram ser reconhecidos, embora isso não acontece porque o futebol está sempre nas primeiras páginas. Basta ver as tradicionais recepções nas Câmaras municipais das equipas que ganham campeonatos ou taças. 

O Presidente da República esteve mal porque quis ter o primeiro protagonismo assim que a selecção aterrou em Portugal. Comparecer em Belém era uma obrigação para os novos campeões europeus devido à ânsia de Marcelo ter o foco. A cerimónia correu mal e o Presidente não sabia qual era o grau a atribuir aos campeões. 

O mais grave acontece quando Marcelo cede às pressões para receber e condecorar os campeões europeus de atletismo e canoagem. A partir de agora todos vão querer um minuto em Belém. No entanto, isso não vai acontecer, já que, os outros desportos não têm a mesma visibilidade reclamada por Marcelo no cargo que ocupa. A questão é que Marcelo será criticado por não ter a mesma atitude dos últimos dois dias. 

Impressiona como o Presidente da República consegue estar no centro das atenções por todos os motivos. Qualquer atitude que toma tem de ser analisada por culpa das posições em que o próprio se coloca. Se é assim nestas pequenas questões, o que será quando tiver de tomar decisões importantes....

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