terça-feira, 26 de julho de 2016

Discutir números

No nosso quotidiano político passamos a maior parte do tempo a discutir números. A boa ou má governação depende das estatísticas, o que não é bom porque como se costuma dizer "há números para todos os gostos". De facto, o governo ou a oposição podem pegar em qualquer coisa para justificarem o sucesso ou os falhanços políticos.

A polémica em torno da redução do défice cai sempre em saco roto porque existe uma obrigação moral, além do cumprimento das metas europeias, de ter menos despesa pública. Neste aspecto, não se percebe a luta partidária quando deveriam estar todos do mesmo lado porque quem beneficia com menos despesa é o país. Não será certamente o partido A ou B. É verdade que conta muito a questão de saber quem gastou mais e porquê. No entanto, nesta altura ninguém tem a coragem de gastar, sendo que, a ordem será sempre para reduzir. 

O actual executivo só tem de continuar o trabalho do anterior governo, embora esteja sempre condicionado pela vigilância de Bruxelas. Nenhum governo consegue escapar ao radar das instituições europeias, pelo que, a discussão sobre quem é a culpa não tem cabimento. 

Os números são sempre um pau de dois bicos para os governos porque não existem apenas conclusões positivas. Contudo, na hora de votar o eleitor espreita sempre as estatísticas oficiais, em particular os indecisos. 

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