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sexta-feira, 29 de julho de 2016

De quem é o mérito

A Comissão Europeia não vai aplicar sanções a Portugal e Espanha por défice excessivo. Após os partidos terem andado a culparem-se uns aos outros, chegou a hora de recolher o mérito. 

Por um lado, o governo anterior pode ser aplaudido por ter feito o maior esforço possível na redução do défice. No entanto, o actual executivo quer ser o principal protagonista porque fez pressão junto das instituições europeias. 

Se andámos várias semanas a discutir a culpa de recebermos eventuais sanções, também iremos passar o Verão na tentativa de descobrir quem salvou Portugal das multas.

Nem Passos Coelho ou António Costa têm estado bem. O primeiro não quer estar ao lado do primeiro-ministro, mas o segundo também evita reconhecer o esforço feito pelo anterior governo. Ou seja, as palavras que Costa utiliza são "esforço dos portugueses" e não mérito de Passos Coelho. Não poderia ser de outra maneira, já que, cairia o principal argumento que levou à formação da geringonça.

Neste tema  o único que tem estado bem foi Marcelo Rebelo de Sousa. Tenho a certeza que o jogo de bastidores do Presidente da República evitou sanções a Portugal. A carta do primeiro-ministro foi apenas uma formalidade. Não acredito que Costa seja bem visto em Bruxelas, pelo que, só Marcelo conseguiu ter influência. Desde o primeiro minuto que o Presidente teve uma postura acertada. Na minha opinião o mérito é apenas e só do Chefe do Estado. 

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