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terça-feira, 5 de julho de 2016

Abandonar o barco

As posturas de Boris Johnson e Nigel Farage face à vitória do Brexit não podia ter sido pior, uma vez que, não souberam assumir responsabilidades após o poder ter caído nas mãos. Ou seja, a campanha para o referendo foi apenas uma forma dos dois fingirem que eram bons políticos e que o futuro do Reino Unido estava assegurado.

Os dois deram cabo do executivo, mas também acabaram por sucumbir politicamente. Se Cameron mostrou dignidade ao se demitir, Johnson e Farage revelaram que são políticos fracos, não aproveitando as boas circunstâncias de tentar chegar ao poder, como aconteceu com Michael Gove. No fundo, o ministro da Justiça matou três coelhos com uma cajadada porque tirou do caminho David Cameron, Boris Johnson e Nigel Farage. Nenhum deles vai voltar a pisar os terrenos políticos no Reino Unido, enquanto Gove pode ser primeiro-ministro.

De facto, Johnson e Farage tinham uma oportunidade fantástica de ganharem votos, mas os dois sentiram que internamente podiam não ser capazes de apresentarem propostas políticos. Por exemplo, o líder do UKIP podia ter como única ideia, propor o dia 23 de Junho como o da independência. Nota-se que existe um vazio de ideias nos dois homens que desertaram após a vitória do Brexit, dando lugar a outros. Perante o cenário, se o vencedor da eleições nos conservadores for Theresa May é possível que haja espaço para nova discussão sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia porque os defensores do Brexit estão todos fora de combate. Tem que se ir até ao fim do percurso. 

As desistências de Johnson e Farage também pode ser uma boa notícia para Jeremy Corbyn. 

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