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quarta-feira, 6 de julho de 2016

A revolta europeia

Nos últimos dias surgiram apelos para a realização de um referendo europeu em Portugal e a Hungria vai colocar os cidadãos a votar a questão dos refugiados. 

Os primeiros sinais de revolta em alguns países europeias surgiram após duas semanas após o Brexit. Nem sequer sabemos quais as consequências do referendo britânico e já existem alguns países com vontade de efectuarem consultas populares. O efeito dominó acaba por se rápido.

A União Europeia não tem maneira de controlar a onda de reivindicações que vão surgir nos próximos anos durante o processo de saída do Reino Unido da União Europeia. A partir de agora, os responsáveis europeus não podem ignorar as discussões sobre o projecto europeu ou mesmo relativamente a questões que envolvam a interferência europeia. As sanções a Portugal e o problema dos refugiados na Hungria não estão ao nível do Brexit, mas são um pequeno passo para criar instabilidade. 

Cada vez que uma medida proveniente de Bruxelas for referendada em qualquer país, as autoridades europeias estarão a ser colocadas em causa e os resultados negativos deverão levar a outro tipo de consequências. 

O denominado efeito dominó não terá efeitos numa escala parecida ao Brexit, embora qualquer ameaça cause desconforto em Bruxelas. 

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