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domingo, 5 de junho de 2016

Olhar a Semana - As várias vozes da União Europeia

Na campanha eleitoral para o referendo britânico sobre a saída da União Europeia, Michael Gove disse que a União Europeia fala a cinco vozes. Nesta semana verificámos que as instituições europeias não estão coordenadas e que cada representante tem uma opinião pública diferente. Não há mal nenhum ter visões distintas, mas o que se passou não augura nada de bom.

O presidente da Comissão Europeia, Jean Claude-Juncker afirmou que a França estaria livre de sanções porque simplesmente é a França. Por seu lado, o líder do Eurogrupo revelou que não havia excepções à regra. Por fim, Martin Schulz veio ao congresso socialista dizer que Portugal não tinha que pagar as sanções.

Na Europa também não há consenso sobre algumas questões importantes, nomeadamente o tratado orçamental. Os líderes das instituições não conseguem chegar a uma solução, estando dependente dos interesses que representam. A Comissão defende a França, o Eurogrupo a igualdade e o Parlamento Europeu está com Portugal. Quem fala a verdade?

Ninguém sabe, mas o mais grave é existir uma troca de argumentos nos media por parte dos responsáveis europeus, sem se sentarem à mesa. A União Europeia está a ficar igual a um Estado com os vários órgãos a caminharem pelo próprio pé, sem se importarem com a colaboração. É verdade que todos têm competências, mas verificamos que cada órgão se quer sobrepor ao outro. 

O bloco europeu está a fragmentar-se em várias uniões. 

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