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terça-feira, 7 de junho de 2016

Obama entra na campanha eleitoral

O apoio de Paul Ryan a Donald Trump obriga Barack Obama a entrar imediatamente na campanha eleitoral, sem esperar que Hillary Clinton seja confirmada na Convenção Democrata em Filadélfia. O anúncio do actual presidente norte-americano deve ser feito após as primárias de terça-feira, embora nas últimas horas, a antiga secretária de Estado tenha chegado aos delegados necessários após a vitória em Porto Rico. 

A estratégia de Obama foi correcta porque Bernie Sanders ainda estava na corrida. No entanto, as sondagens que dão Trump à frente de Clinton não permite aos democratas perderem mais tempo. Ainda por cima, tendo em conta que o Chefe do Estado garantiu o caminho livre para ex-primeira dama, não faz sentido continuar fora da corrida, mesmo que ainda seja o presidente de todos os norte-americanos. 

A acção de Obama será fundamentalmente atacar Trump e defender Clinton. No lado republicano, iremos assistir ao ataque do establishment contra o presidente, sem fazer a defesa do empresário. Isto é, os republicanos vão tentar diagnosticar os defeitos da actual administração em vez de mostrar as qualidades de Trump. No fundo, as eleições gerais são uma extensão do conflito entre a Casa Branca e o Congresso que dura há dois anos, embora o mais importante sejam os candidatos. O problema é que ainda existem questões por resolver entre os republicanos e o actual presidente. Se a campanha eleitoral se centrar apenas neste aspecto, o principal prejudicado será Turmp porque os democratas irão desmascarar todos os defeitos e contradições do milionário, o que deixa os republicanos com pouca margem para defender o candidato da sua cor. 

Talvez venhamos a ter uma segunda fase da campanha muito interessante, mas também com o aumento das acusações e palavras pouco bonitas. 

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