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quarta-feira, 1 de junho de 2016

O que separa o Reino Unido da União Europeia

O referendo sobre a União Europeia que se vai realizar no Reino Unido no dia 23 de Junho é uma grande oportunidade para clarificar a posição do país junto da organização. Nalguns países a consulta nunca foi feita, pelo que, não se admira o decréscimo de desinteresse nos temas europeus, apesar de todos se afirmarem europeístas sem conhecerem o funcionamento das instituições. 

No Reino Unido existe um enorme eurocepticismo também naqueles que vão votar pela manutenção. De facto, há muito tempo que não se sabe qual a posição do país na UE porque nos últimos anos as grandes figuras são a França e Alemanha. O Reino Unido não pode ficar fora das decisões mais importantes. O problema é que não existe vontade em resolver a crise económica, a situação dos refugiados, o combate ao terrorismo, bem como outros assuntos. Ora, sem colaborar não faz sentido estar presente. Melhor dizendo. Tendo em conta que só existe vontade em estar fora ou fechar portas a presença nas instituições tem pouco significado. No entanto, fazer propostas também é uma obrigação de todos. 

Os principais temas que afastam os britânicos da Europa são a imigração, economia e soberania nacional. Nestes pontos todos estão de acordo que o Reino Unido deve manter políticas independentes. Ou seja, tanto os defensores do Brexit como do Remain querem mais poder para Londres. É curioso verificar que os apoiantes da saída acreditam que o Reino Unido tem condições para atrair investimento e melhorar a economia, bem como promover a igualdade entre nacionais e estrangeiros sem a ajuda europeia. Na minha opinião têm razão. O Brexit vai conquistar votos aos britânicos que pretendem manter a unidade nacional. 

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